Fonte de cura

Quais razões para dedicar-se mais à vida de oração?

Deus tem sede de nós e deseja que tenhamos sede d’Ele e, por isso, nos convida a um relacionamento, a uma vida com Ele, uma vida de oração. Muitas vezes, já experimentamos a eficácia da oração em nossa vida, contudo, tendenciamos a buscar esses momentos somente quando surgem as dificuldades. Isso, porque, ainda não entendemos o que é a oração. Orar sempre e continuamente significa estar sempre com Deus de maneira consciente, incluindo a presença d’Ele em nossos pensamentos e ações.

A oração nos coloca na presença de Deus. É um simples olhar lançado ao céu, uma entrega humilde e confiante de nossa vontade humana à vontade do Pai. Muito mais do que alcançar benefícios ou ter uma “garantia de segurança”, é olhar para a vida sob a perspectiva de Deus e confiar n’Ele, sabendo-nos amados e deixando-nos sermos guiados segundo a vontade d’Ele.

Quais razões para dedicar-se mais à vida de oração

Foto Ilustrativa: Anastasiia Stiahailo by Getty Images

Viver uma vida de oração é viver uma vida com Deus. Para tanto a oração não pode ser vista somente como uma obrigação a ser seguida, e sim como um meio para nos relacionarmos com o Senhor, oferecendo nosso tempo a Ele, dizendo o que vivemos e escutando os seus direcionamentos. Quando vivemos a partir dessa perspectiva, todos os acontecimentos da nossa vida se tornam matéria de oração, motivo para falar com Deus e estabelecer com Ele uma relação de amizade. Rezamos com pensamentos, palavras, com lágrimas, no recolhimento interior e também com as nossas atitudes e, assim, “oramos sem cessar”.

Os benefícios de uma vida de oração

A vida de oração é a fonte de cura para o nosso coração. Nela descobrimos um amigo, um abrigo, um consolo e a certeza de que eu não vivemos só. A partir dela vamos devolvendo a Deus o espaço que é d’Ele em nossa vida. Como nos ensina Santo Afonso de Ligório, a nossa salvação depende da oração: “Quem reza se salva, quem não reza se condena”. Isso, porque, quando nos dedicamos a ela, acontecem dois movimentos simultâneos muitos importantes: Deus se revela a nós e nos revela a nós mesmos.

No momento em que Ele nos revela a nós mesmos, tomamos consciência de quem somos, do amor que tem por nós, mas, tocamos também em nossos traumas, nossos limites, fraquezas e realidades onde precisamos ser curados. Assim, nosso coração é conduzido à conversão, somos lapidados, restaurados a Sua imagem e semelhança.

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E, quando Deus se revela a nós, nos tornamos conhecedores da Sua grandeza, entendemos que nada em nossa vida é maior do que a bondade d’Ele. Somos, então, encorajados a permanecer de pé, a lutar diante das dificuldades, a não desanimar. Quanto mais Ele se revela, mais cresce nossa fé e confiança. Nesta hora, não mais O seguimos pelo que realiza ou pelo consolo que nos dá, mas simplesmente e somente por quem Ele é. Assim podemos descansar em Sua presença independente do que nos aconteça, e essa sim é a grande graça da oração.

Contudo, a oração não surge de um espontâneo impulso interior. Para orar é preciso querer. Viver uma vida de oração exige dedicação. A resposta é livre e pessoal: passa pela nossa razão e pela nossa vontade. Diante de tantos motivos para se dedicar à vida de oração, a escolha é sempre nossa. Deus estará sempre a nos esperar com desejo de saciar a nossa sede!

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Marcela Cunha

Marcela Martins da Cunha, natural da Cidade de Edéia – GO, é missionária da Comunidade Canção Nova desde 2013. A missionária formou-se em Fisioterapia pela PUC – GO em 2004; é Mestra em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde pela UFG (Universidade Federal de Goiás), pós-graduada em Saúde da Família (UFG) e em Gestão da Comunicação pela Faculdade Canção Nova (FCN). Atualmente, atua na gestão do Posto Médico Padre Pio e na missão RVJ. Tem a escrita como uma forma de comunicar o Cristo vivo e vivido em sua vida.

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