Reflita

O martírio da reconciliação, memória de quem deu seu sangue pela fé

Somente quem tem convicção da fé que abraçou se torna um verdadeiro mártir

Celebramos, ao longo dos anos, momentos que a Igreja nos apresenta no oficio de memória por aqueles que derramaram o sangue em defesa da verdadeira . A Escritura Sagrada relata o martírio de muitos santos que suportaram bravamente as consequências de suas convicções. Para nós, muitas vezes, a ideia de viver o martírio de sangue assusta. Poderíamos suportar as mesmas provas que suportaram os irmãos Macabeus (cf. 2 Macabeus 6,18-31)? Ou ainda o martírio de São Lourenço, que, sendo amarrado, foi assado vivo?

Todas essas mensagens nos apontam como resultado a elevação dos martirizados aos altares.

O martírio da reconciliação, memória de quem deu seu sangue pela fé

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Tão desafiante quanto foi para os primeiros cristãos professar sua fé a ponto de sangue, faz-se necessário para nós viver um martírio tão exigente quanto aqueles primeiros.

Deseje ser santo

Nos dias atuais, os algozes se disfarçam em atitudes egoísticas, prepotentes, autoritárias ou de completa indiferença. São atitudes defendidas em favor da necessidade da ‘sobrevivência’ ou que assumimos por considerarmos inerentes à nossa própria personalidade conformista; como por exemplo: “Sou assim mesmo! Quando me conheceram, eu já era assim! Que me amem como sou!”.

Sem a pressa de derramar nosso sangue, esses algozes drenam, pouco a pouco, valores como solidariedade, compreensão, amizade e afinidade; conduzindo-nos, de maneira inteligente, a abdicar das instruções expressas por Jesus: “Amai-vos uns aos outros”, em nome da urgência secular e da “esperteza” em nossa própria defesa.

Podemos até nos permitir romper com tal ensinamento, defendendo como desculpa o fato de não sermos santos.

Leia mais:
.: Será que os santos atendem nossas orações?
.: O martírio da reconciliação
.: O perdão não nasce do nosso sentimento
.: Tenha coragem de abrir-se ao amor incondicional de Deus

Martírio de amor

Antes mesmo de pensarmos na possibilidade de um remoto martírio de sangue, e longe das “desculpinhas”, defendendo nossas tendências humanas, fixemos nossos propósitos na aceitação da urgência presente.

Para todos os cristãos que pleiteiam o acesso à morada eterna com os anjos e santos, esforcemo-nos a considerar a importância em nos prepararmos para o martírio de amor.

Dessa maneira, estaremos nos oferecendo ao martírio cotidiano em cada momento que nos colocamos prontos a viver o perdão e a reconciliação, exigidos para todos aqueles que aspiram por santidade.

Deus abençoe sua casa!


Dado Moura

Dado Moura trabalha atualmente na  Editora Canção Nova, autor de 4 livros, todos direcionados a boa vivência em nossos relacionamentos. Outros temas do autor estão disponíveis em www.meurelacionamento.net twitter: @dadomoura facebook: www.facebook.com/reflexoes

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.