imaculada

Maria, a perfeição do amor

O coração é o símbolo universal do amor. Ele é usado, com muita frequência, por quem deseja exprimir seu amor por uma pessoa, por uma cidade, por um time de futebol etc. Por exemplo: “Eu (CORAÇÃO) o Brasil. Eu (CORAÇÃO) o Francis. Eu (CORAÇÃO) ir ao povo”… Compreende-se, logo, o significado: “Eu amo o Brasil. Eu amo o Francis. Eu amo ir ao povo”.

O coração é o símbolo do amor! Quando dizemos “Coração de Jesus”, queremos exprimir todo o amor de Jesus Cristo ressuscitado por Seu Pai, por Seu Espírito Santo, por Seus pais, Maria e José; por Sua Igreja, por todos os seres humanos, por você e por todos os seus familiares, por mim e minha família, por todos nós. Jesus é uma pessoa que só soube e só sabe fazer uma coisa: amar. Tudo quanto Jesus pensou e pensa, falou e fala, realizou e realiza, quis e quer, tudo brota e jorra do Seu coração, ou seja, do Seu amor. Jesus não sabe fazer outra coisa senão amar.

Maria, a perfeição do amor

Foto ilustrativa: Larissa Carvalho/cancaonova.com

Para Maria não havia barreiras ao amor

Da mesma forma, quando dizemos “Coração de Maria”, entendemos o amor que sempre impulsionou a vida da Mãe de Jesus. Em Maria, o coração é o símbolo de todo seu amor pelo Pai celeste, por Seu Filho, pelo Espírito Santo, por São José, pela Igreja e por todos os seres humanos. Preservada do pecado das origens e cheia da graça divina, Maria foi a pessoa humana com a maior capacidade natural e sobrenatural de amar. Por ser imaculada, nela não havia barreiras ao amor. Cheia de graça, nela havia a força da perfeição da caridade, ou seja, a perfeição do amor.

Podemos intuir, admirar, contemplar e encantar-nos com a profundidade, a perfeição, a dimensão, a gratuidade e a comunicação-comunhão de amor existentes entre os corações de Jesus e de Maria. Incluindo, necessariamente, nessa intuição, o amor afetivo intenso e permanente que foi vivenciado por eles durante sua vida terrena!

Maria é todinha do Coração de Jesus. E Jesus é todinho do Coração de Maria. O lugar principal, ou seja, o altar principal no coração de Maria é ocupado por Jesus. E Maria ocupa, no coração de seu Filho, um lugar imediatamente abaixo do lugar do Pai e do Espírito Santo. Jamais outro Filho com Sua mãe souberam amar-se tão abrangentemente, como o souberam – e sabem – Jesus e Maria.

Dois corações inseparáveis, indivisíveis

O Coração de Jesus escolheu e preparou para si Sua Mãe, a mais perfeita e bela no espírito, no psíquico e no físico. Para entendê-lo, basta dizer que foi preservada do pecado original e cheia de graças divinas, em função de sua maternidade, e pelos méritos futuros de seu próprio Filho. Por sua vez, o Coração de Maria, por ser Mãe sem deficiências, pelo fato de ser imaculada, e por ser perfeita no amor, por ser cheia de graças, amou e ama com amor perfeito e irretocável a seu Filho, acolhendo-O generosamente, entregando-se inteiramente para servi-Lo como Mãe, colaborando de forma perfeita com Ele, em Sua missão salvífica.

Leia mais:
.:Reflita sobre o modelo de fé da jovem Virgem Maria
.: A exemplo de Maria, acolhamos o projeto de Deus em nossa vida
.: Entenda por que Nossa Senhora é Rainha e Mãe da fé
.: Qual é o papel de Nossa Senhora na história da salvação?

Estes dois corações: o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria se tornaram inseparáveis, indivisíveis. Quem penetra no amor desses corações percebe, de imediato, que aquilo que Maria mais quer é que seu Filho seja conhecido, acolhido, correspondido no amor, obedecido e seguido, a fim de que ele possa salvar aos que nele creem; e que aquilo que Jesus muito quer é que sua mãe seja conhecida, acolhida e correspondida em seu amor materno. Prova é que, crucificado, em dores inimagináveis, Jesus não se esqueceu de nos dar em testamento, como herança, Sua própria mãe, para ser também nossa Mãe: “Mulher, eis aí teu filho! Filho eis aí tua mãe!” (cf. Jo 19,25-27)

Sagrado Coração de Jesus, ensinai-nos a ser filhos amorosos de vossa e nossa Mãe! Imaculado Coração de Maria, ensinai-nos a corresponder ao amor de vosso Filho Jesus.

Padre Alírio Pedrini, SCJ

comentários