Adoração na confiança

O clima de adoração é muitas vezes prejudicado por tormentos interiores que não nos deixam livres para ficar graciosamente na presença de Deus, por amor. Entre esses sentimentos de profundo medo, os de culpabilidade são os mais perigosos. Eles são inimigos da oração de fé.

Mas o sentimento de nossos erros nem sempre está ligado a uma culpa real. Não somos sempre culpados perante Deus, mesmo que sentimentos duvidosos nos habitem. A experiência (espiritual) da própria culpa nos conduz a pedir o perdão e a misericórdia de Deus sobre nós. (E por que não fazer isso dentro do sacramento da penitência?) O sofrimento interior ligado a um sentimento de culpa nos convida a esperar a cura de um medo profundo, que é quase sempre a causa desse sentimento.

A cura dos medos que nos infundem a culpa pode vir pela oração de intercessão ou de súplica a Deus. Mas essa cura pode também ser – e sem dúvida é – recebida na adoração. Esta terá o grande mérito, independentemente do processo de intercessão, de nos fazer voltar a atenção para Cristo que adoramos, em vez de nos concentrarmos para o Cristo que adoramos, em vez de nos concentrarmos nos medos que nos enclausuram em nós mesmos. É, na verdade, uma adoração baseada na decisão (espiritual) de confiar. Não pedimos uma cura ao Senhor: de certo modo nós a tomamos, nos apropriamos dela, pois Ele já nos quer dar a cura. Isto é confiança espiritual: nos apropriarmos daquilo que sabemos que Deus já está nos concedendo.

Momento de oração
Coloque-se diante de Jesus, se possível de joelhos, mas com a cabeça erguida, o olhar mergulhado em Seu olhar. Pronuncie então com fé e confiança:

Deus de bondade, apesar dos meus medos, não trairei mais o Seu amor.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, não negligenciarei mais a Sua presença.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, permanecerei fiel ao meu chamado.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, não me envergonharei mais do Seu nome.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, darei testemunho de Sua verdade.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, procurarei Sua sabedoria, mesmo que ela me pareça sem sentido ou difícil de cumprir.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, permanecerei atento à voz do Espírito Santo.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, rezarei por aqueles que o Senhor me confia.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, distribuirei Sua paz aos corações.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, não fecharei mais meu coração ao sofrimento dos meus irmãos.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, escolherei perdoar aquele que me feriu.
Deus de ternura, apesar dos meus medos, me anularei diante de um insulto e do desprezo.

.: Do livro: Orações de cura

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