Nossa Intercessora

Se buscais a Maria, encontrareis a Jesus. E aprendereis a entender um pouco o que há nesse coração de Deus que se comove, que renuncia a manifestar seu poder e sua majestade, para apresentar-se em forma de escravo. Humanamente falando, poderíamos dizer que Deus se excede, pois não se limita ao que seria essencial ou imprescindível para salvar-nos, sem que vá mais além. A única norma ou medida que nos permite compreender de algum modo essa maneira de Deus operar é dar-nos conta de que carece de medida: ver que nasce de uma loucura de amor, que o leva a ter nossa carne e a carregar o peso de nossos pecados.

Como é possível dar-nos conta disso, afirmar que Deus nos ama, e não envolver-nos também loucos de amor? É necessário deixar que essas verdades de nossa fé possam cessar na alma, até mudar toda nossa vida. Deus nos ama: o Onipotente, o Todo-poderoso, o que fez céus e terra.

Deus se interessa até pelas pequenas coisas de suas criaturas: das vossas e das minhas, e nos chama um a um pelo nosso próprio nome. Essa certeza que nos dá a fé permite que olhemos o que nos rodeia com uma nova luz, e que, permanecendo tudo igual, afirmemos que tudo é distinto, porque tudo é expressão do amor de Deus.

Nossa vida se converte assim em uma contínua oração, em um bom humor e em uma paz que nunca se acabam, em um ato de ação de graças que acontece através das horas. ‘Minha alma glorifica ao Senhor – cantou a Virgem Maria – e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador; porque olhou para sua pobre serva; portanto as gerações me chamarão bem-aventurada. Porque Aquele que é o todo-poderoso, cujo nome é Santo, fez em mim maravilhas.’

Nossa oração pode acompanhar e imitar essa oração de Maria. Como Ela, sentiremos o desejo de cantar, de proclamar as maravilhas de Deus, para que a humanidade inteira e todos os seres participem da nossa felicidade.

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