Nova série do Portal Canção Nova
Hoje, mergulharemos na história do livro cristão mais lido e traduzido no mundo depois da Bíblia: a “Imitação de Cristo“, de Tomás de Kempis. Essa não é apenas uma série sobre um livro, é um convite a viver de forma mais autêntica o seguimento de Cristo, e a Canção Nova tem a alegria de guiá-lo nesta jornada de fé.
Foi no silêncio de uma cela monástica na Holanda, por volta de 1427, que o monge agostiniano Tomás de Kempis forjou palavras que atravessariam seis séculos. Para nos ajudar a compreender a riqueza e a atualidade desse clássico da espiritualidade cristã, voltamos nosso olhar para seu autor.
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Tomás de Kempis: o monge copista e a humildade que revelou um tesouro
Tomás de Kempis (1380-1470) nasceu em Kempen, na atual Alemanha, e viveu uma vida austera e dedicada a Deus. Antes da invenção da imprensa, ele foi um incansável copista, transcrevendo a Sagrada Escritura cerca de quatro vezes e muitos trechos dos Padres da Igreja. Sua dedicação e o custo envolvido nessas cópias manuais já indicavam o grande tesouro contido em seus escritos. A humildade de Kempis era tamanha que ele só foi descoberto como autor da “Imitação de Cristo” muito tempo depois, pois para ele, era Cristo quem precisava aparecer, ecoando a sabedoria de São Paulo e João Batista.
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Fé em tempos de crise: o século XV e o surgimento da Devotio Moderna
O século XV foi marcado por uma profunda crise espiritual e moral na Igreja. Abusos, escândalos e divisões fragilizavam a vivência da fé, afastando muitos do fervor original. Parte do clero vivia uma religiosidade distante do povo, muitas vezes excessivamente intelectual e pouco acessível aos mais simples, com uma teologia antiga que se perdia em reflexões abstratas.
A resposta de renovação: a Devotio Moderna e a espiritualidade concreta
Em meio a essa realidade, surgiu um movimento de renovação: a Devotio Moderna. Não era uma congregação, mas um movimento espiritual que buscava devolver ao povo a responsabilidade pela conversão, partindo da centralidade de Cristo. Tomás de Kempis, imerso nessa nova espiritualidade, escreveu a “Imitação de Cristo” trazendo uma vivência da fé mais real, concreta e próxima das possibilidades das pessoas. A obra se contrapunha à teologia abstrata, enfatizando a ascese, os exemplos e uma devoção que aplicava a reflexão à vida, tornando a espiritualidade mais palpável e transformadora.
O legado vivo: um convite atemporal ao encontro com cristo
Encerramos aqui o primeiro episódio desta jornada. Continuaremos nossa série pela obra “Imitação de Cristo”, aprofundando seu conteúdo, estrutura e o impacto que ainda exerce na vida de tantas pessoas. Se este conteúdo tocou você, compartilhe e deixe sua mensagem. Permaneça conosco nesse caminho de encontro com Cristo, através do Portal Canção Nova.
Transcrito e adaptado por Rophiman Souza






