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O que podemos aprender com os nossos relacionamentos?

Os nossos relacionamentos nos ensinam a viver e compreender o outro

Fazemos, a cada dia, uma nova experiência no laboratório de nossos relacionamentos, ou seja,  estamos sempre aprendendo alguma coisa em nossas convivências. Seja dentro da família ou em outras esferas sociais, vivemos situações de desconfiança, raiva, ingratidão e ciúme, estamos sujeitos a nos depararmos com a inveja. E, independentemente do grau de parentesco, esse mal pode também encontrar oportunidades para se instalar em todos os nossos relacionamentos.

Há pessoas que aparentam não trazer esse sentimento, até o momento em que o seu profissionalismo não é ofuscado ou a sua situação de vida continua sendo superior.

O-que-podemos-aprender-com-os-nossos-relacionamentosFoto: Wesley Almeida/cancaonova.com

A confusão dos sentimentos pode atrapalhar?

A manifestação desse mal, muitas vezes, pode nos confundir com um outro, que também provoca instabilidade dentro das relações: o ciúme. São sentimentos muito próximos, contudo, o ciúme acontece quando nos preocupamos em perder aquilo que temos, seja o amor de uma pessoa, um bem ou uma posição social. No caso da inveja, a pessoa cobiça o objeto de conquista do amigo, do irmão, vizinho etc. E nem sempre essa avidez pode significar um bem material. Às vezes, esse sentimento se manifesta quando o invejoso percebe a maneira como alguém se veste, as amizades que tem, a qualidade do entrosamento entre um casal, a harmonia dentro de uma família, passando por outros inúmeros exemplos de coisas materiais.

O sentimento de inveja incomoda e corrói a autoestima da pessoa que carece de coisas que, na vida do outro, parecem acontecer com maior facilidade. E por não conseguir alcançar seus objetivos ou ser reconhecida naquilo que foi o sucesso do amigo, a pessoa invejosa se recusa a celebrar a conquista daquele que, na alegria, veio partilhar suas vitórias. Tomada por um “mix” de sentimento, que vai do ciúme à inveja, passando pelo orgulho, a pessoa tomada por esse sentimento não consegue comemorar a alegria do outro sem ocultar o seu desdém. Tudo aquilo que se referir à pessoa bem-sucedida, o invejoso terá alguma coisa para contradizê-la, na intenção de desviar o foco da conversa ou ofuscar a imagem dela com comentários ácidos.

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Como pecado capital, essa fraqueza se desdobra em outros sentimentos; multiplicando-se em manifestações de ingratidão, raiva e destrato por alguém que nada lhe fez nem lhe causou prejuízo algum. É bom que se saiba que nada se consegue sem esforço e nenhuma conquista é atribuída ao acaso. Se alguém recebe elogios ou se destaca no local de trabalho, tudo isso é resultado de muito trabalho e dedicação, por meio dos quais o “vitorioso” colhe os frutos da sua competência na realização de seus planos. Na verdade, a inveja é o resultado da falta de empenho de alguém na realização de suas próprias metas.

Como todos os outros sentimentos daninhos, se não buscarmos a correção para esse mal, vamos colocar a perder relacionamentos de anos de conivência. Lembremos que todo mau sentimento germina onde a semente do amor não foi semeada. Esforcemo-nos na erradicação dos sentimentos nocivos, aplicando-nos na vivência do amor, temperando nossos laços afetivos. Quem ama se faz um com aqueles que se rejubilam e solidários com os que sofrem.


Dado Moura

Dado Moura trabalha atualmente na  Editora Canção Nova, autor de 4 livros, todos direcionados a boa vivência em nossos relacionamentos. Outros temas do autor estão disponíveis em www.meurelacionamento.net twitter: @dadomoura facebook: www.facebook.com/reflexoes

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