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Perdoar o outro é uma tarefa muito difícil, mas necessária

Que pena você daria a quem estuprou e matou a sua filha? Quantos anos de prisão ele merece? Até “apodrecer” na cadeia? O problema é que, no fim da pena, você também terá “apodrecido”, terá envelhecido mil anos. Temos de concordar que é muito difícil perdoar, mas é necessário para nosso próprio bem. Você entenderá melhor o que estou dizendo quando assistir ao vídeo.

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Liberte e perdoe

Nem sempre quem você precisa perdoar é um assassino ou um estuprador, mas, mesmo assim, aprisionamos a pessoa que nos feriu em celas que estão dentro de nós. Coloque-se no lugar de uma esposa que foi abandonada por seu marido, por exemplo. Como você se sentiria vendo esse marido feliz com outra mulher? É difícil ver feliz quem nos feriu, não é mesmo? Talvez, você desejasse que esse marido estivesse “preso” e sofrendo; no fundo, desejaria que ele estivesse sofrendo tanto quanto você. Perdoar a pessoa que mais o machucou, sem ter nenhum sentimento de vingança, é um grande desafio.

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Quem eu serei, se eu perdoar? Talvez, até aqui, eu só tenha sido esposa. E agora, quem sou? Como justificar minha prostração, minha falta de iniciativa, minha vida derrotada? É mais fácil continuar vítima desse vilão. É só permanecer igual, sofrendo. Conheço pessoas que passaram uma vida inteira assim. Com mágoa, rancor e lágrimas, alimentam, diariamente, o vilão que continua morando dentro de si e dizendo: “Sem ele não sei viver, mesmo que preso dentro de mim”.


Adriana Potexki

Adriana Potexki é escritora e autora dos livros ‘A cura dos sentimentos em mim e no mundo’ e ‘A cura dos sentimentos nos pequeninos’. Com formação em Psicologia, ela é terapeuta certificada pelo EMDR Institute, palestrante internacional e blogueira do site ‘Sempre Família’, do Grupo GRPCom. Autora do livro “Vencendo os traumas que nos prendem” , pela Editora Canção Nova.

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