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Padre Jonas e a Imitação de Cristo a espiritualidade que transforma

O legado eterno de um livro

A obra “Imitação de Cristo”, de Tomás de Kempis, transcende séculos, permanecendo um farol de espiritualidade para a vida cristã. Longe de ser um texto inacessível ou datado, como muitos podem pensar, ele se revela um guia prático e profundo para quem busca uma vida mais próxima de Jesus. Este artigo explora a relevância contínua desta obra, sua essência e como ela se entrelaça com a espiritualidade da Comunidade Canção Nova, especialmente através do legado de seu fundador, Padre Jonas Abib.

A Imitação de Cristo, um convite à vida interior

Tomás de Kempis, um autor que prezava a centralidade de Cristo acima de sua própria autoria, nos presenteia com uma obra dividida em quatro livros, cada um com um foco distinto, mas convergindo para o mesmo objetivo: a conformação a Jesus. O primeiro livro oferece conselhos para a vida interior e espiritual. O segundo propõe um diálogo íntimo com Cristo, visto como uma pessoa viva e presente. O terceiro aprofunda o relacionamento que Deus deseja ter com cada indivíduo, enquanto o quarto exalta a Eucaristia como o cume da vida cristã e a sacralidade do sacerdócio.

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Desmistificando a austeridade

Frequentemente, a “Imitação de Cristo” é acusada de promover uma espiritualidade individualista e excessivamente austera. No entanto, a austeridade, no contexto da obra, é compreendida como a disposição de colocar a vida diante de Deus, renunciando àquilo que nos afasta dos valores cristãos. Não se trata de um isolamento, mas de um caminho de santidade que nos impulsiona a buscar o céu. Em um tempo de ostentação e superficialidade, a proposta de Kempis é um convite urgente à profundidade e à verdade da vida interior.

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A Imitação de Cristo na Canção Nova: o legado de Padre Jonas

A Comunidade Canção Nova, por meio de seu fundador, Padre Jonas Abib, encontrou na “Imitação de Cristo” um valioso itinerário espiritual. Em um período em que a comunidade buscava um caminho para os retiros mensais, Padre Jonas incentivou a meditação desta obra, ao lado do estudo bíblico e das práticas de piedade. Embora não seja uma realidade obrigatória do carisma Canção Nova, a influência salesiana, presente em figuras como Dom Bosco, São Francisco de Sales e São Felipe Neri, foi canalizada por Padre Jonas para enriquecer a espiritualidade da comunidade.

Um itinerário para a conversão e a Eucaristia

A “Imitação de Cristo” serviu como um meio para a Canção Nova rever seu processo de conversão e fortalecer o caminho de conformação a Jesus. A obra, com seus capítulos independentes, oferece um percurso de meditação que auxilia na vida de oração, convidando à reflexão na capela e no dia a dia. Padre Jonas, que nos deu a Eucaristia diária como o ápice da espiritualidade da Canção Nova, via na “Imitação de Cristo” um complemento para aprofundar a devoção eucarística e a dignidade do sacerdócio, que nos traz Jesus.

Tomás de Kempis, com sua vida longeva e dedicada, deixou um legado imensurável. A “Imitação de Cristo” não promete atalhos espirituais, mas nos convida a uma escuta atenta e a um caminhar constante na fé. Que, inspirados por esta obra e pela espiritualidade da Canção Nova, possamos nos tornar “outros Cristos” neste mundo, vivendo, a cada dia, a centralidade da Eucaristia e buscando a santidade. Compartilhe esta mensagem e deixe que a “Imitação de Cristo” fale à sua vida, impulsionando-o a crescer na fé.

 

Transcrito e adaptado por Rophiman Souza