LIMITES

Escolha bem o que seu filho assiste na TV

Os filhos não tem percepção do que assistir na TV 

Fazer escolhas durante o processo de crescimento dos filhos faz parte do papel dos pais. Toda escolha pressupõe avaliar os pontos fortes e fracos, e optar pelo melhor. Quando se fala em TV, temos de reconhecer que, muitas vezes, ela é um instrumento de aprendizagem, de companhia e de conhecimento sobre culturas diferente, o que provoca nas crianças aumento no repertório da linguagem, da cognição e das brincadeiras.

Escolha bem o que seu filho assiste na TV
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

A TV não traz apenas vantagens. Temos vivenciado os efeitos negativos, que, muitas vezes, são superiores aos benefícios, que afetam a saúde física, mental e emocional, social e familiar. Por exemplo, as crianças acabam imitando os comportamentos sexuais e os padrões de beleza que são prejudiciais à vida emocional atual e futura delas, por não terem maturidade para analisar e filtrar o que estão assistindo.

A televisão também pode comprometer a saúde física, quando causa obesidade devido a um certo tipo alimentação, quando comemos diante da TV, beliscamos por ociosidade ou quando esta alimentação não está de acordo com a idade. A TV também nos prejudica pela falta de atividades físicas.

O excesso de horas diante do televisor e dos jogos também pode nos levar ao isolamento, à agressividade e a redução da comunicação, afetando a vida familiar e social. Diante da tela, somos expectadores; ela não exige de nós relacionamento ou interação.

Diante do exposto, alguns pais tomam uma posição radical de tirar a TV de dentro de casa, mas para que isso não seja preciso, segue algumas dicas:

Comece estabelecendo regras e seja rigoroso no princípio, até que os hábitos sejam formados. Um deles é controlar o tempo que as crianças poderão assistir à programação e estabelecer os horários que eles não poderão, como no momento da refeição, por exemplo.
Desligar a TV e aproveitar para ler um livro ou jogar em família também ajuda a integração familiar e cria hábitos saudáveis.

É preciso escolher os programas que eles podem ver. Não deixe que a insistência dos filhos abale o seu controle sobre o que podem assistir. Gravar programas pode ser uma boa, porque você pode escolher aqueles que são calmos e tranquilos, que não fira os valores da família e cujos aprendizados valem a pena. Atenção especial ao tipo de desenhos que desenvolve comportamentos agressivos e que contem mensagens subliminares.

Ações feitas em conjunto, seja de lazer, esporte ou alimentar trazem o sentido de união e importância. Com a TV o mesmo acontece: assistir aos programas juntos permite que você acompanhe o que eles gostam e mostra que tem interesses comuns. Conversar sobre o que viram pode ser um excelente pretexto para repassar valores, conhecimentos e lições de vida que são importantes para a formação moral deles.

Uma reflexão: qual é o lugar que as crianças mais frequentam? Essa resposta mostrará qual o ponto central de encontro da família no seu lar.


Ângela Abdo

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais.

Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.

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