Dúvidas

Você já se perguntou sobre o que vai ser quando crescer?

Todo mundo já ouviu essa famosa frase: o que você vai ser quando crescer?

Quantos de nós crescemos ouvindo a expressão: “O que você vai ser quando crescer?”. A pergunta, que para muitos vem, imediatamente, com a resposta: “O mesmo que o meu pai” ou “O mesmo que minha mãe” ou  que o tio etc., para outros é uma dúvida que os acompanha por um bom tempo da vida.

Faculdade, estudo, trabalho, ser isso ou aquilo; preocupações diretamente ligadas às expectativas do outro a nosso respeito, àquilo que representaremos na sociedade, na família e para o grupo de amigos.

Você-já-se-perguntou-sobre-o-que-vai-ser-quando-crescerFoto: Sezeryadigar by Getty Images

Questionamentos

Ser bem-sucedido ou ser feliz, ser rico ou fazer o que gosta. Geralmente, associa-se prazer com atividades que nem sempre dão o retorno financeiro esperado. Daí, cabe uma grande questão: “O que eu quero para mim?” “O que significa ser bem-sucedido para mim? Ter dinheiro? Ser gerente? Ser um cozinheiro muito realizado? Ser educador?”.

Costumo dizer que a melhor escolha na vocação é aquela que nos faz felizes, que é compatível com nossas possibilidades e que nos gera sustento, pois de nada adianta ser muito bem-sucedido financeiramente e ser infeliz. Mas, ao mesmo tempo, é muito complicado buscar, sem encontrar, seu lugar de satisfação.

Escolhas

Outro fator importante é que somos, atualmente, muito críticos com as possibilidades e escolhas. É natural ao ser humano a busca constante de condições melhores de vida, mas até onde isso é sadio? Já pensou que pode estar perdendo oportunidades por deixar de observar aquilo que está ao seu redor?

Posso iniciar uma profissão ganhando pouco, mas, numa empresa que valoriza o que faço e o que sou, e, por essa razão, buscar chances de crescimento. Posso abrir uma empresa para administrar, mas, se não tive experiências de trabalho, como saber se esta é a melhor escolha? Trabalhar e ser comandado gera uma grande experiência em todas as áreas profissionais.

Outro aspecto importante, ao pensarmos em carreira e estudos, é que, atualmente, o mercado de tecnologia está bastante aquecido. Faculdades que oferecem a formação de tecnólogo em nível superior estão bastante solicitadas, e há muitas empresas com grande necessidade de contratar tanto os tecnólogos quanto os técnicos de nível médio. Ou seja, nem sempre fazer uma faculdade de direito ou medicina é garantia de sucesso.

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Encontros vocacionais

O bom discernimento vocacional se faz observando aquilo que nós gostaríamos de fazer, aquilo para o qual temos habilidade, a demanda de profissionais para aquela área e nossas possibilidades pessoais e financeiras para buscar determinada formação.

Acrescento, ainda, que, para um bom discernimento, é muito importante que façamos o exercício do autoconhecimento, da percepção dos talentos pessoais, das habilidades, limitações e alvos. Tudo isso, somado a um plano de vida com nossas metas pessoais e profissionais, deve ser levado em consideração, para saber o que temos hoje, aonde gostaríamos de chegar e os esforços que deverão ser feitos para que tais metas sejam atingidas.

É importante ressaltar a responsabilidade que se deve fazer presente no momento da escolha, ou seja, é um momento em que cada um deve assumir, de forma consciente, a construção de um projeto de vida próprio. O objetivo não é necessariamente uma escolha para o resto da vida, mas a possibilidade de realizar escolhas conscientes, coerentes com um modo de ser particular, visando a realização pessoal e profissional.

Lembro, também, que, para escolher o caminho a ser seguido, é importante conhecer as características e as exigências da vocação, seja qual ela for, profissional, religiosa, de discernimento de estado de vida. Para saber um pouco mais sobre o assunto, acesse o link sobre as características de uma vocação.

É essencial que possamos não apenas escolher, mas aprender a escolher, olhando este processo como algo que está enraizado na história de vida de cada pessoa, e, nesse sentido, realmente, não importa a escolha, mas a maneira como esta é realizada, quais os critérios estabelecemos para que ela aconteça, como julgar o que é melhor para nós, em cada momento da nossa existência, visto que escolhemos o tempo todo enquanto existirmos.


Elaine Ribeiro dos Santos

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Facebook: elaine.ribeiropsicologia Twitter: @elaineribeirosp

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