Sites Canção Nova

The Church

Até que ponto a guerra entre países é legítima, segundo a Igreja?

A legítima defesa e o combate ao expansionismo

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, existe a guerra justa, mas o conflito deve ser evitado de qualquer maneira.

O conceito de guerra justa

A Igreja Católica questiona a legitimidade dos conflitos bélicos entre as nações contemporâneas. Existe o conceito de guerra justa, fundamentado exclusivamente na legítima defesa de um país atacado. Quando um território é invadido por motivações imperialistas ou expansionistas, surge a necessidade defensiva. O Catecismo da Igreja enfatiza a importância de evitar a guerra por todos os meios possíveis.

O respeito ao quinto mandamento

O quinto mandamento proíbe a destruição da vida humana devido aos males e injustiças acarretados. Toda guerra, mesmo quando defensiva, traz consigo imensa tristeza e uma forma de escravidão. Cidadãos e governantes devem agir para prevenir hostilidades enquanto houver perigo de embate.

Na ausência de uma autoridade internacional dotada de força, o direito à legítima defesa é garantido. As forças armadas são necessárias para a proteção territorial contra invasões terrestres, marítimas ou aéreas. Devido às consequências do pecado original, a segurança nacional exige prontidão militar.

Leia mais:
.:Uma guerra só se vence com coragem
.:
Qual o papel do cristão na política segundo o pensamento da Igreja?

.:O que significa guerra ou combate espiritual para os cristãos?
.:Nunca estamos sozinhos. O Senhor está ao nosso lado

Critérios da “Guerra Justa”

  • Dano grave e certo: A legitimidade moral da força militar depende de condições extremamente rigorosas e restritas. O dano infligido pelo agressor deve ser comprovadamente duradouro, grave e certo para a nação.
  • Esgotamento de meios pacíficos: Todos os outros meios de pacificação devem ter se revelado ineficazes ou impraticáveis anteriormente. Não se pode recorrer ao uso das armas sem antes esgotar todas as negociações.
  • Probabilidade de êxito: Devem existir condições sérias de êxito para que a resistência armada não seja inútil. Se a nação não possui força para o enfrentamento, a negociação torna-se o caminho preferencial.
  • Proporcionalidade dos males: O emprego das armas não pode gerar desordens e males mais graves que o mal eliminado. Decidir por uma guerra justa exige prudência extrema e análise profunda das consequência

Historicamente, Santo Agostinho já debatia esses limites éticos para o uso legítimo da força. Jamais se aceita a guerra para expansão de impérios, como ocorreu em tempos antigos.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin

banner_testemunhos


Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br e Twitter: @pfelipeaquino

↑ topo
The Church