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Comunhão: por que devemos fazer o jejum eucarístico?

Jejum Eucarístico, o que a Igreja pede?

A Eucaristia não é apenas um ritual, e sim um ato de comunhão, onde nós nos conectamos com a presença divina. É a celebração da entrega e do sacrifício, recordando-nos da mensagem de amor e redenção. Nela renovamos nossa fé e fortalecemos os laços que nos unem com Deus.

O sentido do jejum eucarístico

A Igreja estabelece a obrigatoriedade de uma hora de jejum antes da recepção da Eucaristia. Essa prática visa preparar o corpo para acolher o Cristo no estômago, garantindo que o alimento consumido anteriormente já tenha sido, em certa medida, processado pelo sistema digestivo.

Preparação para receber o Corpo de Cristo

Embora a digestão completa demande um tempo superior, esse intervalo de sessenta minutos configura-se como um gesto simbólico de acolhida. Trata-se de um pequeno sacrifício exigido pela Igreja para elevar a consciência do fiel sobre o sagrado momento da comunhão.

É fundamental compreender que o prazo regulamentar é contado até o exato instante de receber a hóstia, e não até o início da celebração. Como a liturgia costuma ultrapassar meia hora até o rito da comunhão, a disciplina torna-se perfeitamente acessível a qualquer fiel.

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Regras, exceções e o sacrifício espiritual

Existem, contudo, exceções importantes que não invalidam o preceito do jejum eclesiástico. O consumo de água e a ingestão de medicamentos são permitidos a qualquer momento, garantindo que necessidades básicas de saúde não impeçam a participação plena no sacramento.

Portanto, basta que o cristão se abstenha de alimentos sólidos ou outras bebidas meia hora antes de a missa começar. Esse pequeno esforço reflete a reverência necessária daquele que se prepara para receber o próprio Deus em seu interior.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin


Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br e Twitter: @pfelipeaquino