A vocação do matrimônio e a abertura à vida
O matrimônio é, por sua própria natureza, aberto à vida. Segundo as orientações do parágrafo 1652 do Catecismo da Igreja Católica, o instituto matrimonial e o amor dos esposos são ordenados à procriação e à educação dos filhos. A Igreja ensina que o sacramento possui duas finalidades essenciais que não podem ser separadas: a unitiva e a procriativa.
Deus, em sua infinita sabedoria, desenhou uma “engrenagem” perfeita na corporeidade humana. Enquanto o homem produz milhões de espermatozoides diariamente, a mulher possui uma fertilidade cíclica, liberando apenas um óvulo por período. Essa diferença biológica permite que o casal combine suas fertilidades, vivendo o ato conjugal com respeito mútuo e sabedoria.
O exercício da paternidade responsável e os meios naturais
A Igreja Católica preconiza o exercício da paternidade responsável como um caminho de equilíbrio para a família. Isso significa que o casal tem a liberdade de usar sua inteligência, vontade e sabedoria para decidir sobre o espaçamento das gestações, desde que existam motivos justos e razoáveis para tal decisão.
Diferente dos animais, que apenas seguem instintos de acasalamento, os seres humanos possuem a faculdade da razão e da inteligência para discernir o momento de acolher uma nova vida. Os métodos naturais de planejamento familiar surgem como ferramentas que permitem ao casal usar a própria fertilidade, masculina e feminina, para a procriação de forma consciente e alinhada ao plano divino.
Vivendo a sabedoria divina no corpo
Compreender a fertilidade como um dom inserido na própria natureza do corpo é o primeiro passo para um matrimônio pleno. Ao optar pelos meios naturais, os esposos respeitam a dignidade um do outro e a missão de serem cooperadores de Deus na criação e educação da prole.
Transcrito e adaptado por Willian Coutinho




