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Reflita e conheça um pouco mais sobre os mandamentos da Igreja

Além dos mandamentos da Lei de Deus também precisamos refletir sobre os mandamentos da Igreja

Durante mais de vinte semanas, iniciamos essa série de textos voltados para o “Sacramento da Confissão”. Dá-nos grande alegria ao ver como foram bem acessados, e ainda continuam! Para tratar da confissão, fizemos o caminho de ver os mandamentos da Lei de Deus, um a um. Nessa semana, já em fase final da série, vamos falar dos mandamentos da Igreja.

De modo diverso aos mandamentos da Lei de Deus, os mandamentos da Igreja não tem uma ordem correta. Isso nós vimos nos textos anteriores. Vale a pena acessá-los!

Reflita e conheça um pouco mais sobre os mandamentos da Igreja

Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

A guarda dos domingos nós já tratamos no texto sobre o terceiro mandamento. E sobre o confessar-se pelo menos uma vez ao ano, vimos nos primeiros textos dessa série.

Retomemos somente uns pontos. O mandamento da confissão pode-se cumprir em qualquer tempo do ano, mesmo que não se tenha nenhum pecado grave. Lembrando que só podemos comungar, estando sem pecados graves. Não se pode admitir nenhum. Caso não tenha pecado grave, confessa-se os leves.

A confissão não é somente para limpar dos pecados, mas também para ser fortalecido na luta contra eles. Ali se tem o remédio. É extremamente salutar aproximar-se da confissão mesmo não tendo pecados graves, confessando assim pelo menos os veniais. Até porque, morrer em pecado grave pode nos levar ao inferno. Quem sabe a hora da morte?

Se uma pessoa vai se confessar e não confessa um pecado grave, por omissão e não por esquecimento, é obrigatório a pessoa voltar a se confessar, pois a confissão feita não foi válida. Além de confessar o pecado omitido, é preciso reconfessar todos os que já foram falados.

No caso de esquecimento, pode-se confessar somente o pecado esquecido numa próxima ocasião de confissão.

Comungar pelo menos uma vez ao ano

Esse mandamento pede que essa única comunhão anual seja feita entre a Quarta-feira de Cinzas e o dia de Pentecostes. Mesmo que já se tenha cumprido o mandamento e comungado em outra data do ano, é preciso aproximar-se da Eucaristia durante esse período.

É obrigatório o jejum de, no mínimo, uma hora antes da comunhão. Só estão dispensados dessa obrigação idosos ou doentes que necessitem da alimentação para tratamento.

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Tendo em vista todo o caminho percorrido até aqui, especialmente no que foi colocado semanas atrás no texto sobre como comungar bem, ficou claro que devemos comungar diariamente se possível.

Ao aproximar-se da Eucaristia, tenha em mente toda a riqueza desse momento: um encontro pessoal com Jesus, um toque na Sua carne e no Seu sangue. A mesma carne e sangue do nosso Senhor que caminhou entre nós, sofreu, morreu e está ressuscitado em algum lugar do universo. É nesse mesmo corpo que estamos tocando, assim como a mulher que padecia fluxo de sangue o fez, e foi curada no seu corpo e no seu coração. (Mt 9,20-22). Tente relembrar o quanto, na Eucaristia, Jesus está tentando se manifestar a você, para ensiná-lo e amá-lo. E é preciso recolher-se por, pelo menos, 10 minutos, até que seu estômago corrompa a hóstia consagrada, e, assim, tente o amar ao máximo! Tudo isso para ensiná-lo a ter a mesma experiência de fé em todos os demais momentos da vida. Procure repetir esse momento de oração fora da Missa, ou seja, nutrir a fé e a atenção ao Senhor do mesmo jeito que fez na Eucaristia. Ele estará presente pela fé. A Eucaristia nunca poderá ser substituída por esse momento, mas ela sempre será o farol a nos ensinar a rezar.

Jejuar e fazer abstinência nos dias de preceito

A simplicidade é extraordinária! Justamente porque não é possível a Igreja observar a situação particular de cada pessoa. Portanto, não porque não seja importante, mas por ser mãe e não colocar um peso à mais em seus filhos, seria se abster de carne toda sexta-feira ou trocar essa abstinência por alguma obra de caridade ou piedade.

O mínimo na vida de um cristão é que, diariamente, faça uma obra de piedade ou caridade. Rezar um terço ou, espontaneamente, ajudar alguém benevolamente, ler um trecho da Bíblia etc.

Dentro ainda desse mandamento, sem anular o pedido de fazer penitência toda sexta-feira (abstinência de carne de animais de sangue quente) ou fazer uma obra de piedade, está o de jejuar duas vezes no ano: na Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa. No período de idade dos 18 aos 60 anos. Nessas ocasiões, fazer somente uma refeição completa. No lugar das outras duas, comer coisas leves, do qual somadas essas duas, não dê uma refeição completa. Água à vontade e o uso de remédios também.

Pagar o dízimo

O costume é que seja pago segundo a Igreja local. No Brasil, a Igreja não quis preceituar o dízimo sob pena de pecado grave. Também não se criou nenhum valor estipulado. É para ser dado de acordo com as condições e o coração de cada um. No Brasil, o não pagamento do dízimo não é pecado grave.

Semana que vem faremos o encerramento da série!


Roger de Carvalho

Roger de Carvalho, natural de Brasília – DF, é membro da Comunidade Canção Nova desde o ano 2000. Casado com Elisangela Brene e pai de dois filhos. É estudante de Teologia e Filosofia.
Autor do blog “Ad Veritaten“.

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