RECONCILIAÇÃO

Afastei-me da Igreja. Como voltar?

Simples! Coloque o endereço da sua paróquia ou capela mais próxima no GPS e deixe ele te conduzir até lá. Então você entra, senta no banco ou ajoelha-se, como preferir. E só saia de lá quando se sentir filho outra vez! Não, não estou brincando!

Geralmente, nos afastamos por coisas bem pequenas, besteiras que vão pouco a pouco minando a nossa fé e vamos deixando o pecado dominar a nossa vontade, até que caímos feio, ficamos envergonhados e nos afastamos. Logo, se estamos afastados, a solução é aproximar, caminhar, ir na direção de… Voltar.

Sabe, o problema de tudo é o nosso orgulho ferido, não queremos voltar porque nos sentimos envergonhados, humilhados, tristes. Veja, se pensarmos bem, Jesus sempre deixou claro: “Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores” (Marcos 2,17).

Me afastei da Igreja, como voltar

Foto ilustrativa: AJ_Watt by Getty Images

Quem precisa voltar para a Igreja é aquele que se afastou

Quem precisa mais de médico: aquele que se sente bem ou aquele que está mal? O que tem dores ou o que não tem? Sendo assim, quem precisa estar perto de Deus são os pecadores e não os santos. Quem precisa voltar para a Igreja é aquele que se afastou dela. Entende? A Igreja é, fazendo uma analogia, um hospital da alma. Os nossos pecados podem ferir também o nosso corpo. Quando pecamos, corpo e alma sofrem, mas ferem principalmente a nossa alma porque não há maior ferida para a alma do que afastá-la de Deus. O ramo cortado da videira seca e morre.

O Catecismo da Igreja Católica, no número 1850, vai dizer que: ”O pecado é contrário ao amor que Deus nos tem e afasta d’Ele os nossos corações”. E, no número 1008: “A morte é consequência do pecado”, bem, o que eu quero dizer é que o lugar para o pecador é perto de Jesus e não longe. Você pode dizer: “Mas como eu vou voltar se estou em pecado, será que ele vai me aceitar?”. Outro problema é que nós temos a triste mania de julgar a Deus, a partir de nós mesmos, e achar que Ele nos ama por algo que fizemos porque somos bonzinhos; ou que não nos ama mais quando pecamos.

É preciso buscar uma vida reconciliada com Deus

Em Romanos 5, 8 -10: “Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores (…). Se, quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com Ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!”.

Sabe, tem coisas que são óbvias, mas a gente demora para entender. Jesus deixou instituído o Sacramento da Reconciliação porque sabia que, na nossa liberdade, poderíamos voltar a pecar. Ele não desconsiderou os seus e meus pecados futuros, não! Inclusive, esses foram redimidos na cruz. Porém, cabe a nós buscarmos a reconciliação com Deus; e, sempre que cairmos de novo, buscarmos uma vida reconciliada. E isso não significa que nunca iremos pecar, infelizmente não, e sim que temos um Pai, que nos dá a liberdade de irmos como o filho mais novo da parábola de Lucas (cf. 15,11-32) e que espera ansioso a nossa volta.

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A misericórdia divina devolve ao homem a dignidade de filho

Quando estamos enlameados pelo pecado, o Senhor continua nos amando. A escolha é nossa: ficamos longe e nunca sairemos dessa condição ou voltamos e deixamos que o Seu amor nos redima outra vez, a sua misericórdia nos lave e nos devolva a dignidade de filhos. Um pecador que se coloca sob os cuidados da misericórdia é como um carro sujo que, depois de uma trilha, passa pelo lava a jato, só que melhor, porque é uma limpeza completa por fora e por dentro. Acho que você já entendeu, não é!?

Então, vai logo! Não complica mais a coisa toda, pega aí o endereço e vai! Tem um Pai, o seu Pai, esperando por você.

“Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, ouvi-nos!”

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Carla Picolotto

Carla Picolotto, é natural de São José das Missões-Rio Grande do Sul membro da Canção Nova desde 2009. Passou pelas missões do Rio de Janeiro- RJ, Fortaleza- CE, além de Cachoeira Paulista-SP e Lavrinhas-SP atua hoje na missão de Queluz- SP na Equipe de Formação do Discipulado, que corresponde ao segundo ano do período de Averiguação de ingresso das novas vocações à Canção Nova.

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