Encontrei vida no deserto

Estamos no inverno em Jerusalém e um fato muito interessante me surpreendeu: ver as montanhas do deserto cobertas de uma vegetação rasteira e verde. A temporada de chuva daqui, que dura cerca de dois meses, está terminando e esse verde cheio de vida já é conseqüência das águas.

É impressionante! Recordar que, há poucos meses, aparentemente nada poderia brotar naquelas terras secas e áridas.

Mas, e sua vida? Está como o deserto no verão ou no inverno?

Já vivi situações interiores em que eu não via nenhuma saída para os meus “problemas”. Sentia-me um terreno seco e sem nenhum sentido para a vida. Desclassificava-me como terra estéril.

Hoje, tenho a clareza de que esses tempos são necessários. Na verdade, eles revelam que realmente nós não podemos nada por nós mesmos. Fazemos o que nos cabe, porém dependemos da “água viva”, dependemos de Deus sempre!

Se a realidade que você vive hoje se identifica mais com a aridez, acredite que o tempo do “verde, das cores e dos frutos” virá, e você pode antecipá-lo clamando: Vem, Espírito Santo! Vem, oh água viva! [áudio: reze com a música]

Caso os tempos sejam de vitórias, louve ao Senhor e reconheça: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fil 4,13).

Portanto, assim como o deserto, sem vida, torna-se belo e encantador graças às chuvas, da mesma forma, pela força do Espírito de Deus o deserto interior encontra ressurreição.

Boa “estação” para você, seja “verão” ou “inverno”.

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