6º dia - Novena a Santa Teresinha

Santa Teresinha do Menino Jesus é a padroeira das missões

“Acho que Santa Teresinha quer que eu reze mais novenas”, testemunha Patrícia

Em 1997, eu fazia parte do Grupo Emanuel (Grupo de Oração para Jovens) em Votorantim, interior de São Paulo. Nossa meta era levar os jovens a terem uma experiência com Deus, tínhamos sede de almas e desejo ardente por evangelizar.

Nesse período, já conhecia Santa Teresinha do Menino Jesus e havia experimentado a Misericórdia divina por meio de sua autobiografia, no livro ​”História de Uma Alma​”. Como o mês de outubro, mês missionário, estava se aproximando, surgiu a inspiração de fazermos um retiro para jovens falando sobre Santa Teresinha, a Padroeira das Missões (sem nunca ter saído do Carmelo) e, além de tudo, uma santa jovem, pois morreu com apenas 24 anos.

O encontro seria na Casa de Retiro da RCC, em Votorantim, um lugar em meio à natureza e propício para uma experiência com Deus. Havia, no entanto, duas questões. A primeira: como realizaríamos o retiro sem dinheiro e sem cobrar dos participantes? A segunda: quem seria o pregador? Quando nos perguntavam quem iria pregar, nós dizíamos que seria surpresa, mas, na verdade, era mesmo porque nem nós do grupo sabíamos.

Então, surgiu a ideia de rezarmos a ​Novena de Santa Teresinha,​ para que ela conduzisse e providenciasse todas as coisas, inclusive os jovens que deveriam fazer o retiro. Detalhe: essa foi a única vez que rezei a Novena de Santa Teresinha, porque não sou de fazer novenas.

Pedimos doações de alimentos para fazer as refeições do encontro e, com a graça de Deus, arrecadamos tudo o que precisávamos! Aliás, após a última refeição do encontro, servimos uma mousse de chocolate, que havia sido um dos últimos pedidos de Santa Teresinha antes de sua morte, fruto de um coração que escolheu a pequena via, ser sempre como uma pequena criança diante de Deus.

Faltava-nos ainda o pregador. Até que chegou em minhas mãos o livro ‘As três Doutoras da Igreja’, do Frei Patrício Sciadini,​ onde ele falava também sobre Santa Teresinha. Na contracapa do livro, vi que ele era Carmelita e morava no Carmelo da cidade de São Roque, cidade vizinha a Votorantim. Não tive dúvidas de que seria ele, e após rezar pedindo o Espírito Santo e a intercessão de Nossa Senhora, liguei para o Carmelo.

Para a minha surpresa, quem atendeu o telefone? Ele mesmo, o Frei Patrício! São aquelas coisas do Céu! Então, conversamos e, ousadamente, eu o convidei para vir pregar no retiro. Ele, então, pediu-me para ir até o Carmelo conversar pessoalmente com ele. Com toda apreensão, eu fui, pois caso ele aceitasse, quanto iria cobrar?

Em São Roque, estava tendo um encontro de todos os Superiores dos Carmelos do Brasil, mesmo assim, Frei Patrício atendeu-me e acolheu-me com muito carinho.

O que eu não sabia era que Frei Patrício Sciadini é um dos maiores escritores carmelitas da atualidade e um grande pregador. Quando perguntei quantos livros ele já havia escrito, ele simplesmente não soube responder, pois já havia perdido as contas. Ele me ouviu e, com muita humildade, expliquei a ele a realidade do Grupo Emanuel e do nosso desejo de realizar esse “Retiro com Santa Teresinha”. Ele sorriu e disse: ​“Essa Menina (Teresinha) só me apronta!”;​ e respondeu que iria. Quando perguntei, muito apreensiva, quanto ele cobraria (pois não tínhamos dinheiro), ele disse que apenas o combustível de seu carro. Que alegria!

Havíamos conseguido o pregador! Combinamos de voltar ao Carmelo na véspera do retiro para conduzi-lo até Votorantim. Assim aconteceu: dormimos no Carmelo eu e outra jovem do Grupo Emanuel. No outro dia, fomos com o Frei Patrício e Frei Gugu (que foi convidado por ele) em direção à casa de retiro; além de tudo, levamos uma caixa com vários livros e materiais sobre os santos carmelitas.

Tivemos a permissão de deixar Jesus Eucarístico exposto na pequena e linda capela preparada para Ele. Onde tive a graça de passar a noite toda em Vigília e oração.

O Retiro foi um sucesso! Para a glória de Deus, muitos jovens experimentaram o amor e a misericórdia d’Ele naquele fim de semana, que ficou marcado na mente e no coração de cada um que participou do famoso Retiro de Santa Teresinha.

Durante as preparações, descobrimos que aquele ano, 1997, era o Ano do Centenário da Morte de Santa Teresinha. Emocionei-me muito ao saber, pois tive a certeza de que foi ela quem desejou e preparou aquele encontro, com todos os seus detalhes. Ao escrever esse texto e relembrar dessa história, vem ao meu pensamento: “Acho que Santa Teresinha quer que eu reze mais novenas!”.

Patricia Mendes, missionária da Comunidade Canção Nova

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6º dia da Novena a Santa Teresinha

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