3º dia - Novena a Santa Teresinha

Santa Teresinha: Deus não poderia inspirar em mim desejos irrealizáveis

Santa Teresinha, a santinha do amor

Minha amizade com a “santinha do amor”, Santa Teresa do Menino Jesus, é de muitos anos. Desde muito nova, participei ativamente da Igreja Católica e cheguei a participar também da equipe de liturgia da paróquia que frequentava em Cruzeiro (SP). Com isso, fui conhecendo um pouco da vida de alguns santos e, “de cara”, encantei-me com a vida da Santa Teresinha.

Uma santa jovem e tão madura, tão cheia de sabedoria divina e amor, a ponto de “gastar” a sua juventude em Deus. Fui aproximando-me mais da história de vida dela, e a devoção a ela foi inevitável. São tantas “Novenas das Rosas”, tantas conversas entre nós duas e muitas graças alcançadas; e para ser mais precisa, relatarei duas das muitas graças alcançadas em minha vida por meio da intercessão dela.

“Espero tudo do Bom Deus, como uma criancinha espera tudo de seu pai”

No ano de 2004, no auge e inquietude dos meus 22 anos, já havia terminado o Ensino Médio há um bom tempo e, desde então, trabalhava no comércio. Mas havia em mim o sonho de cursar o Ensino Superior e fazer a Faculdade de Letras, porém, não tinha condições financeiras de arcar com as despesas de um curso. Ainda naquele ano, aproximando-se a data para a inscrição do vestibular, num ato de acreditar que “o impossível para Deus não existe”, fiz a minha inscrição.

Do dia da inscrição até a data da realização da prova, fiz mais do que uma novena, conversava com a minha santinha, para ela ajudar-me com as despesas, para dar-me a graça de ter o dinheiro para a mensalidade, pois sentia que essa graduação era, antes de tudo, a vontade de Deus para a minha vida. Era totalmente um passo na fé, e coloquei Santa Teresa à prova. Fiz a novena do dia 9 ao dia 17 de novembro, e, no fim de semana que sucedeu esse dia, foi o dia da prova, 20 de novembro.

Até aquele dia, nada de receber a minha rosa como sinal de graça alcançada, mas, dentro de mim, vinha muito forte a frase dela: “Deus não poderia inspirar em mim desejos irrealizáveis”. Chegado ao local da prova, às 13h, não é que fui recebida com um lindo botão de rosa branca! Só Deus sabe a emoção que senti naquele momento, e o quanto eu agradeci a Santa Teresinha.

“A cada dia basta os cuidados do Senhor”

Saiu o resultado do vestibular, e eu havia passado! Agora, viriam as despesas com a matrícula e as mensalidades. Passaram-se as festas de fim de ano, e a data para a matrícula se aproximava e ainda não tinha “caído dinheiro do céu” para que eu efetuasse a matrícula. Na época, eu trabalhava como vendedora no comércio, mas o valor da matrícula ultrapassava o meu salário; mas a certeza de que “a cada dia basta os cuidados do Senhor”, era inabalável em mim.

Foi então que, um dia antes de encerrar o prazo para a matrícula, um amigo, sabendo que eu havia passado no vestibular e não tinha dinheiro suficiente para a matrícula, foi ao local do meu serviço com um envelope e, dentro dele, o valor exato para a matrícula com a seguinte frase: “‘Vou passar meu Céu fazendo o bem na terra’ (Santa Teresa do Menino Jesus). Marcília, pague-me quando e como puder, vá fazer a vontade de Deus!”. Eu não tinha mais lágrimas de tanto que chorava e agradecia, primeiramente, a Deus e a Santa Teresa; depois, ao amigo, por tamanha dádiva.

Fiz a matrícula, iniciei a graduação e, dali em diante, a cada mês surgia o necessário para pagar as mensalidades, o necessário com uma “venda a mais”, que me fez receber um prêmio em dinheiro. Um amigo pagou uma quantia que me devia, minha irmã recebeu um valor de uma ação judicial e ajudou-me com a mensalidade de dois meses. Enfim, não sobrava dinheiro nem para uma bala, mas para a mensalidade da faculdade nunca faltou.

Não bastasse Santa Teresinha auxiliar-me com as mensalidade, em maio do primeiro semestre da faculdade, fui selecionada em um “programa de bolsas” e consegui o desconto do valor integral da mensalidade. Ou seja, cursei os outros semestres a custo zero, até concluir a licenciatura que foram de três anos.

Com a graduação, pude trabalhar sempre na minha área de atuação, na Educação como professora de Língua Portuguesa e, atualmente, exerço a profissão de revisora de textos. Tenho em mim a certeza de que tudo só foi possível, porque Santa Teresinha não me faltou e intercedeu pela minha graduação. Muito mais do que uma rosa, ela trouxe a minha vocação, o meu ofício, a minha missão profissional.

“O Senhor é tão bom para comigo, que me é impossível temê-lo”

A segunda graça que contarei aqui foi, nada mais nada menos, do que a graça de gerar uma vida em meu ventre. Já casada há dois anos e seis meses, no ano de 2013, meu marido, eu e Deus decidimos que aquele seria o ano de deixar vir ao mundo o “fruto” do nosso amor, a junção de nós dois: um filho. Então, desde janeiro daquele ano, esperávamos pelo tão sonhado resultado “positivo’’.

No entanto, a cada mês, nada de vir a gravidez! Fomos à obstetra, e ela mesma disse que não havia nada “errado” conosco, que era pura ansiedade. Porém, quem está na tentativa de uma gravidez sabe que a espera por um resultado positivo não é nada fácil! Assim se foram longos meses entre expectativas mês a mês, e nada de vir o bebê.

Aproximava-se o início do mês de outubro e, novamente, nada de gravidez. Agarrei-me – literalmente – à imagem da minha amiga, Santa Teresinha, que tenho em casa. Chorando, eu dizia a ela: “O ano está por acabar, e nada do nosso filho! O que está acontecendo? Você não é mais minha amiga? Esqueceu-se de mim?” (foi mais um desabafo do que uma cobrança).

Como uma “menina birrenta”, decidi não fazer a novena naquele ano, mas tal decisão inquietou o meu coração, pois não era justo com ela, não era certo com Deus. Então, no dia 18 de outubro, iniciei a novena e não pedi por mim a graça da gestação, pois me sentia muito egoísta, pensando só no que eu queria, sem entender o que Deus realmente queria para nós, para a minha família. A obstetra já havia dito que estava tudo normal no quesito fertilidade, então, caberia a Deus o momento em que Ele quisesse dar a nós aquele filho.

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O dom da vida

Pedi, então, a graça para uma amiga que tentava uma gestação há mais de seis anos e não obtinha sucesso.

No dia 26 de outubro, último dia da Novena das Rosas para mim, recebi dois botões de rosa, na cor amarela, das mãos de uma aluna. Essa cor sempre me remete ao amor de Deus, e para mim era Ele me dizendo: “Eu amo você. Tenha calma”. Naquele dia, por meio da menstruação mensal, sabia que não estava grávida, mas, dentro de mim, havia felicidade, pois minha santinha traria a graça da gravidez à minha amiga. Guardei isso no meu coração, enquanto aguardava pelo dia em que essa amiga me desse a boa notícia.

Passou-se o mês de novembro e nada da notícia de gravidez da minha amiga. Eu, no entanto, sabia que, uma vez recebida a rosa, a graça já estava garantida. Porém, naquele mês, minha menstruação não veio, e aguardei por uns dias até fazer o exame de sangue Beta HGC. No dia três de dezembro de 2013, fiz o exame e, ao ler o resultado “positivo” tão esperado, só soube agradecer a Deus e, mais uma vez, a minha amiga, Santa Teresa. Imediatamente, ao sair do laboratório, comprei um buquê de rosas amarelas, levei à minha paróquia e o coloquei aos pés do Senhor, no Santíssimo Sacramento. Essa era, sem dúvidas, a maior de todas as graças!

Santa Teresinha rogou a Jesus por mim, e eu carregava o dom da vida em meu ventre. Aquele amor incondicional de mãe já surgia em mim. A minha doce e linda espera já tinha um nome, era uma menina, Larissa. E não para por aí! Minha filha nasceu no dia 19 de julho de 2014; nesse mesmo dia, recebi a notícia de que aquela minha amiga, que tentava engravidar há seis anos, estava abençoadamente grávida.

Entendi que Santa Teresinha, tão maravilhosa e tão minha amiga, deixou-me sentir “única” para ela naqueles nove meses de gestação. E logo após eu dar à luz minha filha, veio a notícia da gestação da minha amiga, que alegrou ainda mais a minha vida. Havia recebido rosas da família, por conta do parto, e ali mesmo, na Capela da Santa Casa de Misericórdia, entreguei aquelas rosas como gratidão ao Senhor, por ter concedido a mim tamanha bênção.

Nada é no nosso tempo. Receber a rosa é o sinal da graça concebida, mas não nos diz o momento em que ela virá. E mesmo se não houver rosa recebida, não significa que Santa Teresinha não nos ouviu. Ela leva o nosso desejo a Deus e, coincidindo a vontade d’Ele a nossa vida, a graça acontecerá.

Poderia relatar mais algumas dezenas de graças recebidas por intermédio da minha amiga, Santa Teresa; contudo, faça você a experiência de amor ao lado dela. Permita-se ser encontrada por ela, seja amiga (o) dela! Dos 24 anos em que ela passou na Terra, todos foram anos de amor, perdão e recolhimento, e muito nos ensinou. Ela só viveu fazendo a vontade de Deus, e assim nos prometeu: “Deus há de fazer-me todas as vontades no Céu, em prêmio de eu não ter feito nunca a minha vontade na Terra”.

Santa Teresinha do menino Jesus, rogai por nós!

Marcília Ferrer, da cidade de Cruzeiro (SP)

3º Dia da Novena a Santa Teresinha

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