Homem e mulher: criados à imagem de Deus

3. Depois de apresentar o mistério do homem e da mulher, como seres capazes de solidão e de comunhão de amor, o autor sagrado, continuando a aprofundar o mistério do homem, faz uma afirmação ousada: nessa comunhão de amor o homem e a mulher são a imagem do próprio Deus, Ele próprio comunhão amorosa de pessoas, na comunhão trinitária: “Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus os criou, homem e mulher os criou” (1,27). Ouçamos, ainda, o Santo Padre: “O homem tornou-se imagem e semelhança de Deus, não só pela sua própria humanidade, mas também pela comunhão de pessoas que o homem e a mulher formam desde o início. A imagem tem como função refletir o modelo, reproduzir o seu próprio protótipo.

O homem torna-se imagem de Deus, menos no momento da solidão do que no momento da comunhão. Com efeito, desde a origem, ele não é só a imagem que reflete a solidão de uma Pessoa que rege o mundo, mas é essencialmente a imagem duma insondável comunhão divina de Pessoas” 3. O Deus de quem o homem é a imagem, não é um ser solitário, ainda que onipotente, mas uma comunhão de pessoas. A narração do Gênesis abre-nos para uma visão trinitária da imagem de Deus. Não é por acaso que, na revelação cristã, a união de amor entre Cristo e a Igreja é apresentada como comunhão esponsal, modelo definitivo e radical da união de amor entre o homem e a mulher.

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