A dor que salva

Diante da dor, o homem se torna vulnerável, perde o controle das suas emoções, tem reações absurdas, foge; o mais valente se torna impotente. A sua natureza se defende deste sentimento, como se fosse um inimigo, se defende com todas as armas da maior das dores: a morte. A natureza humana, até no último suspiro, grita pela vida, pela existência, pela eternidade, pelo gozo eterno.

O homem perde o raciocínio quando a sente, não consegue trabalhar, calcular, compor, escutar; parece que tudo, todas as suas capacidades, estão voltadas para a dor. Se formos analisar, poderíamos até dizer que ela é sinônimo de derrota, fracasso.

Jesus Cristo, humano, porém totalmente Divino, quis fugir dela, mas o encontro com a dor foi inevitável, até ela se tornar sua companheira de missão. Jesus, o homem perfeito conseguiu administrar as suas emoções, sua razão, a natureza, conseguiu no cume desse sentimento mau, perdoar o pecador e consolar os que choravam pelo seu sofrimento. Recusou o fel e o vinagre, que eram como anestésico, não desprezou Judas embora o tivesse traído, investiu em Pedro mesmo sabendo que ele iria negá-lo, não gritou, não correu do suplício.

Sentiu dor física do flagelo, moral da nudez, emocional da zombaria, a dor da traição, da injustiça, do abandono, da alma e do espírito que não sentiu a presença do Pai e, enfim, do grande mistério humano: a chegada da morte. Jesus conseguiu ver além, olhou a causa da salvação, ultrapassou os limites do humano, não porque era Divino, mas porque assumiu o seu principal objetivo: a missão de salvar.

Comecei a perceber que, quando estamos doentes, para nos curar é preciso tomar remédios amargos, às vezes injeção e, se a doença for grave é preciso até mesmo de uma cirurgia com uma dolorosa recuperação. As pessoas que têm câncer lutam, mesmo sabendo que diante da medicina esta doença é incurável, fazem quimioterapia, radioterapia, tomam remédios fortíssimos, passam por cirurgia para retira-lo e, muitas vezes o tratamento é muito mais doloroso que a própria enfermidade. Poderíamos dizer que médicos malvados que machucam, trazem dor somente como uma ponte para chegar à salvação, a cura é a fé; é a esperança de ser salvo que faz essas pessoas ultrapassarem essa barreira.

Toda dor que Jesus passou, hoje como cristãos, um outro Cristo, nos unimos a Ele para transcendê-la para a salvação e conversão, nos tornando assim, mais humanos e sensíveis, podendo gerar amor, gerar a vida eterna…

Esse pesar é uma ponte para a morte. Não se pode entrar na vida eterna senão através dela, mas com olhos na promessa de eternidade podemos abraçá-la para contemplar Deus. Não tenha medo de sentir dor. Jesus passou por ela e não usou drogas. Ele ficou lúcido! Muitas pessoas usam drogas para fugir desse mau sentimento, Jesus vai te ajudar a passar por ele. A dor é somente uma ponte que salva.

Olhando para a minha vida eu posso dizer; eis os tantos sofrimentos que me salvaram, olhe para sua vida e diga: Eis o sofrimento que vai me salvar, mesmo que eu não compreenda, eis o elo que me leva a eternidade: a dor.

Junto com você eu quero afirmar que a dor salva (cura). Passe por essa ponte com alegria, com os olhos e a vida voltados para a salvação. Jesus é o homem doloroso, mas muito mais homem da salvação, Ele estará com você.

Jesus eu confio em Vós.

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