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Casar ou comprar uma bicicleta?

Além do ‘sim’! A jornada do casamento

Olá, querido leitor! A partir deste artigo de título inusitado, quero iniciar uma viagem com você por um caminho que começa com uma explicação sobre o casamento, a partir de uma observação da realidade, até o casamento como a presença de Deus no tempo — ou seja, o matrimônio.

Nesta jornada, iremos passar por alguns problemas enfrentados por aqueles chamados ao matrimônio (somos a maioria), e também por questões até mesmo bem divertidas que acontecem com a maioria dos que vivem este sacramento.

Uma observação da realidade

Os seres humanos pertencem à espécie Homo sapiens, o que os insere no reino animal. Como animais, precisamos atender a alguns requisitos para perpetuar nossa espécie. Eis três deles: Reprodução eficaz e descendentes férteis, adaptação às mudanças ambientais e, por fim, a cooperação e organização social.

A reprodução eficaz e descendentes férteis ocorrem necessariamente por meio da união sexual entre um macho e uma fêmea, o que demonstra que o casamento não é uma invenção recente, já que essa é a única forma de se reproduzir e gerar descendentes férteis. Mas tudo bem, pode ser que, na sua lista de argumentos, isso ainda não seja uma boa justificativa para termos um casamento; trata-se apenas de uma justificativa para a união sexual entre um macho e uma fêmea.

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Vamos para o segundo item: “Adaptação às mudanças ambientais”. Como seria possível adaptar-se às mudanças ambientais sem a ajuda de alguém? Como fazer isso sozinho, independentemente de quem se beneficie dos frutos da união sexual, considerando que é necessário caçar e cuidar de uma cria que depende 100% dos cuidados, especialmente no início da vida para sobreviver? É verdade que isso poderia ocorrer se um grupo maior se unisse para defesa, mas isso também não garantiria que o grupo defendesse todas as suas crias de maneira igual. Assim, me parece razoável – e acredito que a você também – que os responsáveis pela geração da cria se tornem naturalmente os responsáveis pela sua criação, até que ela esteja pronta para se adaptar às mudanças ambientais por conta própria. E isso nos dá mais um motivo para a necessidade de um “casamento natural”.

A força dele, o cuidado dela

Já no terceiro item, podemos fazer uma análise mais rápida, semelhante à do primeiro. Por mais que o coletivo contribua para a perpetuação da espécie, o cuidado com a cria é sempre melhor se realizado pelos responsáveis por sua geração. Não lhe parece razoável?

Considerando esses três pontos, fica claro que, para a perpetuação da espécie, é melhor que exista um casamento natural, ou seja, um casamento em que o papel de cada um dos envolvidos – macho e fêmea – seja colaborar para a geração, criação e educação do ser gerado.

Podemos citar ainda, pensando em uma vida bem mais rústica, que uma das funções do homem seria naturalmente para a defesa, combate e busca de alimento, afinal, o homem possui naturalmente um corpo mais preparado para isso, sendo mais forte e mais resistente.

Já a mulher com a necessidade de amamentar a criança no seu início de vida e com uma capacidade maior de estar atenta às necessidades do outro seria fundamental para manter e educar a criança até que ela se torne um adulto. E concordando com o nosso título inusitado, ao menos para a perpetuação de nossa espécie, é melhor casar que comprar uma bicicleta, não acha?

Espero você, no nosso próximo artigo, o qual irá aprofundar e tornar cada vez mais perceptível a beleza e a necessidade de um casamento estável e duradouro para o bem de nossa espécie.

Fiquem com Deus! Vemo-nos no próximo artigo.

Até mais,

Almir F.Rivas Jr
Missionário Aliança da Comunidade Canção Nova
@almir.f.rivas.jr