Mãe e filha

As mães precisam cultivar a feminilidade nas filhas

O papel das mães no desenvolvimento da feminilidade da filhas

Na literatura psicanalítica, a função paterna foi muito divulgada com a descrição do complexo de Édipo, entretanto, a função materna é pouco explorada na formação subjetiva da menina. Mostra-se, portanto, que o relacionamento paterno tem importância no desenvolvimento da sua feminilidade.

Para entender o processo da relação mãe e filha, Zalcberg resgata a importância de estruturação da identidade feminina. Normalmente, o relacionamento materno é a fonte do primeiro amor para a criança. Os desdobramentos desse relacionamento terão um forte impacto na formação final, porque as meninas esperam mais das mães.

A Mãe precisa cultivar a feminilidade nas filhas  -Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O relacionamento com os pais pode ajudar na estruturação da filha, mas não fornece identificação feminina, que é obtida na relação com a mãe. À medida que esse relacionamento se aprofunda, permite à filha ter mais identificação com a mãe, desenvolvendo ou não sua feminilidade.

Relacionamento com a mãe

Nesse relacionamento, vivenciam-se dois momentos importantes. Primeiro, a alienação, quando a criança é totalmente dependente da mãe. Na segunda fase, a separação, o corte feito para que a criança possa experimentar outras formas de identificação além da materna.

Pode-se observar que, quando a mãe é gentil, a filha sente a força do amor materno. Mães que clamam pelo Espírito Santo passam sabedoria no relacionamento com suas filhas, não cedem a competições e rivalidades femininas. Aprendem com suas ancestrais e repassam às filhas as habilidades de se relacionar com o sexo oposto, sem perder de vista a sua identidade feminina. O inverso também é verdadeiro. Quantas dificuldades de relacionamento entre ancestrais são repassados e atualizados em relacionamentos de mãe e filha!

Feminilidade

Outro fator importante é que as mulheres têm buscado ocupar posições masculinas no mundo e adquirido posturas opostas ao que precisam ensinar para as filhas sobre feminilidade. De uma forma explícita ou ambígua, esses comportamentos têm gerado dúvidas e indefinições no processo de estruturação da identificação feminina.

Na história da Bela e a Fera, observa-se que o conto contempla uma menina órfã, ou seja, privada da figura materna; portanto, fragilizada na modelagem de sua feminilidade. Por outro lado, a simbiose entre mãe e filha não permite que ela consiga se identificar como alguém externo. Tanto a falta quanto o exagero prejudicam a filha no cultivo de sua feminilidade.

Neste mundo de excesso de atividades, que as mães possam encontrar tempo para ajudar as filhas no processo de busca da feminilidade.

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Ângela Abdo

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais.

Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.

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