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Escolhas: consequências e seus impactos em nossa vida

Diante das escolhas, é preciso ter consciência das consequências, sejam elas positivas ou negativas

As escolhas definem o sucesso e as derrotas da vida. Quantas vezes você, precisando posicionar-se frente a uma situação complicada, sentiu-se confuso, sem saber o que fazer, incomodado ou pensando até mesmo em deixar uma situação de lado? Acho que muitos de nós já passamos por isso.

Escolhas- consequências e seus impactos em nossa vida

Foto: Maria Andrea /Arquivo CN

Nossa vida pauta-se também na possibilidade que temos em escolher. Essa liberdade de decidir representa o que difere o ser humano. Ao mesmo tempo que decidir é uma possibilidade, torna-se também um grande sofrimento quando nos mantemos na indecisão e na incapacidade de orientar nossas decisões.

Para as realizações acontecerem, passos precisam ser dados. Um posicionamento pode nos custar indiferenças, tristezas, mas também muitas alegrias. A indecisão demasiada nos leva até mesmo ao adoecimento e a um conflito emocional. Ao nos colocarmos como reféns de uma decisão que pode ser tomada por nós mesmos, é importante que possamos “colocar na balança” os prós e contras daquela decisão, pensando que ela sempre envolverá uma ação.

Viver sem um posicionamento ou atrelado sempre às decisões de terceiros pode também ter um preço muito alto, pois, em algum momento de consciência, vamos adotar uma postura negativa, culpando terceiros, eximindo-nos da nossa parte na história.

Muitas vezes, adotamos uma postura de procrastinação, ou seja, de empurrar o máximo do tempo possível para resolver algo, justamente pela necessidade de posicionamento. Ora, também essa postura pode nos ajudar por um tempo (enquanto avaliamos algo), mas se sempre for adotada, gerará um ciclo de ansiedade e angústia, pois sempre estaremos “correndo” ou atrasados para resolver algo.

Outra situação que pode acontecer é quando uma pessoa que busca sempre a perfeição e a melhor opção para todos também se encontra indecisa. Nosso medo de errar também gera esse bloqueio. Parece que preciso fazer tudo de forma tão perfeita, que caio no processo de indecisão.

Fugir da indecisão

Decidir, como diz a origem da palavra, é “cortar fora”, ou seja, eu opto por algo e declino de outra coisa. E aí que a tal procrastinação entra: é mais fácil atribuir a terceiros ou não se envolver com algo, por não querer um posicionamento que possa, por exemplo, desagradar alguém.

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Os riscos trazem medo, pois envolvem mudança, e isso pode ser uma fonte de ansiedade também. Para tanto, avaliar e confiar em suas decisões será parte desse processo, bem como saber lidar com riscos e fracassos, o que nem todos querem ou conseguem fazer.

Muitas decisões passam por caminhos emocionais anteriormente já seguidos e nem sempre bem-sucedidos; porém, essas situações não podem nos limitar nem nos referenciar eternamente. Sou refém das variáveis da vida ou prefiro assumir as responsabilidades das minhas escolhas? E você, como tem feito as suas escolhas?


Elaine Ribeiro dos Santos

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Facebook: elaine.ribeiropsicologia Twitter: @elaineribeirosp

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