🎥 Assista

Celibato laical pelo Reino dos Céus: uma vocação de entrega e oração

Vocação, entrega e doação de vida

O celibato pelo Reino dos Céus é uma vocação específica, mas a reflexão sobre ele pode ajudar a todos os casados, solteiros, leigos, sacerdotes e religiosos a compreender que a vida cristã é chamada à doação. Somos feitos para o outro, para a entrega e para viver o amor.

Em uma sociedade que coloca o prazer no centro da existência, palavras como castidade, continência e celibato podem parecer estranhas ou fora de moda. Mas, como apresenta Sérgio Coutinho, membro da Canção Nova e celibatário há 25 anos, essa vocação é um caminho de entrega a Deus, à Igreja e aos irmãos.

Uma vocação que pode ser percebida de diferentes maneiras

Ao falar sobre o celibato, Sérgio recorda que há pessoas que, desde a infância, percebem o desejo de ser inteiramente de Deus e de servir à Igreja e aos irmãos. Ele cita o padre Jonas Abib como exemplo de alguém que dizia nunca ter se imaginado em outra vocação que não fosse o sacerdócio.

Há também quem descubra essa vocação ao longo da própria história. Esse foi o caminho de Sérgio. Ele conta que desejava se casar e admirava o casamento dos pais, que permaneceram juntos por 45 anos. Enquanto fazia o caminho vocacional na Canção Nova, namorava e não imaginava que participaria de uma missa de compromisso celibatário.

💻Leia mais:
.:A escalada da cura interior: acolher a própria história à luz de Cristo
.:A vocação ao celibato é uma opção de amor orientada para Cristo
.:A beleza que aponta para o Céu: a dimensão espiritual da arte

“Por que você não toma coragem?”

Durante essa celebração, o padre Jonas pregou que o celibato era ser todo de Deus, todo para a Igreja e todo para os irmãos. Enquanto ouvia, Sérgio sentiu o coração se fortalecer e começou a chorar.

Em certo momento, recorda ele, o fundador da Canção Nova perguntou: “Por que você não toma coragem?”, e falou sobre assumir a própria vocação. Sérgio estava ao lado da então namorada e, naquele instante, compreendeu que era chamado ao celibato.

 Discernir a vocação com verdade

O discernimento vocacional pede que a pessoa olhe com sinceridade para a própria realidade. Sérgio sugere algumas perguntas: “Eu faria uma mulher feliz?” e “Eu teria capacidade de educar filhos?”.

Responder positivamente não significa, por si só, que a pessoa esteja destinada ao matrimônio. Segundo o testemunho, é importante compreender que a capacidade de se casar e de formar uma família faz parte da realidade humana. A vocação celibatária não nasce de uma incapacidade ou de uma rejeição da vida, mas de uma escolha específica.

Sérgio afirma que, mesmo sendo celibatário há muitos anos, seus desejos continuam existindo e a beleza ainda o atrai. O celibato, portanto, não significa deixar de ser humano, mas assumir uma escolha vocacional.

O encontro pessoal com Jesus

Para viver o celibato pelo Reino dos Céus, porém, não basta uma decisão humana. É necessário um encontro pessoal com Jesus. Como explica Sérgio, não é possível entregar-se inteiramente a alguém que não se conhece, nem ser todo para todos sem conhecer aquele que dá força para essa entrega.

Ele conta que teve esse momento durante um encontro de jovens. Era atleta e jogador profissional de vôlei; ele não vinha de uma vida desregrada. Na ocasião, uma pessoa que conduzia o encontro proclamou: “Deus está restituindo a vida de um jovem”. Aquelas palavras tocaram seu coração e o ajudaram a compreender que não era apenas mais um na multidão: era alguém amado e especial para Deus. Ali, relata, aconteceu seu encontro pessoal com Jesus.

A oração alimenta a vocação

O encontro com Jesus precisa ser alimentado pela oração. Para Sérgio, não é possível afirmar que se ama a Deus sem buscar momentos concretos de intimidade com Ele.

Essa relação se expressa em práticas da vida cristã: participar da Missa, receber o Senhor e rezar o terço, unindo-se a Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe. A oração sustenta a vida de todos os cristãos e, de modo especial, alimenta a vocação celibatária.

Celibato, uma vida feita para a doação

A reflexão sobre o celibato laical não se dirige somente aos celibatários. Ela também recorda a todos os cristãos, inclusive aos casados e solteiros, que somos chamados a viver para o outro.

O celibato pelo Reino dos Céus é uma vocação específica, vivida a partir do encontro com Jesus e sustentada pela oração. Seu testemunho aponta para uma vida de entrega: ser todo de Deus, e por isso estar disponível para servir aos irmãos e à Igreja.

Adquira o livro Feito Tudo para Todos na Loja Canção Nova.

 

 

Transcrito e adaptado por Rophiman Souza

 

banner pe leo