Missionariedade

Minha vocação e o chamado de Deus

O Espírito Santo me conduziu, em preparação a este mês, à releitura da Exortação Apostólica do Santo Padre, sobre ‘Os fiéis leigos’, sua vocação e missão na Igreja e no mundo. Ao ler, eu agradeci a Deus por me chamar a contribuir com a implantação do Seu Reino.

O Santo Padre nos traz a imagem dos trabalhadores da vinha de que fala São Mateus: “O Reino dos céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo, a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a vinha.”(Mt 20,1-2)

A vinha, nos diz Jesus, é o mundo inteiro, que deve ser transformado, segundo o plano de Deus, em ordem ao advento definitivo do Seu Reino. “Ao sair pelas nove horas da manhã, viu outros que estavam ociosos, e disse-lhes: Ide, vós também, à minha vinha”(Mt 20,3-4). Este convite – “ide vós também, à minha vinha” –, dirige-se a todo homem que vem a este mundo.

Minha vocação e o chamado de Deus

Foto ilustrativa: Bruno Marques/cancaonova.com

Vocação: cada um tem a sua e precisa descobri-la para não se frustrar. Precisamos estar atentos ao chamado de Deus

O Divino “proprietário” chama os trabalhadores para a sua vinha, nas várias horas do dia: alguns ao amanhecer; outros, às nove da manhã; outros ainda, por volta do meio dia e das três da tarde; os últimos, cerca das cinco. Os trabalhadores são chamados para a vinha em horas diferentes, como a querer significar que à santidade de vida, um é chamado durante a infância, outro na juventude, outro como adulto e outro até na velhice.

Nos nossos dias, o Pai suscita, na Igreja, uma renovada efusão do Espírito de Pentecostes, que nos leva a ouvirmos a voz do Senhor: “Ide vós também”, a chamada não se refere apenas aos pastores, aos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, mas se estende a todos os fiéis leigos.

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Recordando como se deu em minha vida o chamado

Quando criança, a minha relação com Deus vinha especialmente por parte de meus pais, nas orações realizadas em família. Lembro-me que, quando íamos visitar minhas irmãs no internato, das Irmãs da Providência. Eu ficava encantada com as freiras! Ao entrarmos na Igreja, sentia uma atração pelo altar.

Na adolescência, no tempo da Quaresma, especialmente durante as celebrações de Semana Santa, eu sentia o meu coração como uma brasa viva de amor por Jesus. Mas somente na juventude é que se deu o meu encontro pessoal com o Senhor.

No desejo de fazer da minha vida um instrumento útil aos mais carentes, doentes e abandonados, como assistente social, eu não imaginava que Deus ia me chamar como trabalhadora para a Sua vinha e enviar-me a trabalhar, no anúncio do Evangelho que salva, nos meios de Comunicação Social.

Como nos diz no livro: “Nossa resposta ao amor” (Ed. Loyola): “A vocação é um sim irrepetível de Deus e um sim irrepetível de quem é chamado”. Dei o meu ‘sim’, cheia de desejo de fazer somente o que Deus quer na minha realidade de mulher: “Já que em nossos dias, as mulheres tomam cada vez mais parte ativa em toda vida da sociedade, reveste-se de grande importância uma mais larga participação sua nos vários campos do apostolado da Igreja” (Vaticano II).

Dessa forma, assumo e rezo: ‘Maria, Virgem corajosa, inspira-nos força de ânimo e confiança em Deus, para que saibamos vencer todos os obstáculos que encontramos no cumprimento da nossa missão. Ensina-nos a tratar as realidades do mundo com vivo sentido de responsabilidade cristã e na alegre esperança da vinda do Reino de Deus, dos novos céus e da nova terra. Amém!”

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Luzia Santiago
Cofundadora da Comunidade Canção Nova

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