Pessoas Especiais

A socialização de pessoas especiais

Pessoas com deficiência encontram dificuldade em se socializar.

Sensibilidade e razãoCalçar o sapato, amarrar os cadarços, pentear o cabelo, escovar os dentes, arrumar a cama… Ações cotidianas que a maioria das pessoas faz de forma quase automática. Porém, essas atividades tão corriqueiras representam muito e podem demandar, por vezes, um longo aprendizado para quem é portador de necessidades especiais. Em um mundo onde, cada vez mais, todos parecem valorizar a velocidade e os padrões de beleza e de comportamento, ser diferente não é tarefa fácil. A sensação de inadequação e deslocamento é comum para cerca de 10% da população que possui, de acordo com estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), algum tipo de deficiência.

Não raro, essas pessoas permanecem fora do jogo social. Porém, graças ao trabalho de alguns protagonistas comprometidos com um mundo mais justo e solidário, essa realidade, por vezes, é diferente. É o caso do trabalho desenvolvido desde 1985 por um grupo de mães e voluntários que compôs a Associação da Casa dos Deficientes de Ermelino Matarazzo, designada pela sigla ACDEM. A entidade filantrópica, hoje formada por cinco unidades, fica localizada em Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo. Uma região com alto índice de exclusão social. Uma experiência que sempre contou com o incentivo e o auxílio precioso do Padre Antônio Luiz Marchioni, mais conhecido como padre Ticão.

Como acontece em trabalhos movidos a paixão e a competência, a entidade foi crescendo, ganhando adeptos e estabelecendo parcerias. Hoje, são cinco unidades atendendo centenas de portadores de necessidades especiais e seus familiares. Convênios com secretarias estaduais e municipais de Educação, Saúde e Assistência Social contribuem para a prestação de um serviço abrangente e gratuito às comunidades. É o que ocorre na unidade cinco da ACDEM, que distribui 1.500 refeições por dia.

Mas o foco da instituição é realmente atuar na área de habilitação e reabilitação terapêutica e educacional dos portadores de deficiência mental leve e moderada, associada ou não à física. Em regime de externato, o espaço conta com fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e professores de educação física. Durante os atendimentos, as equipes priorizam a estimulação da locomoção independente e a capacidade de comunicação e socialização. O objetivo é propiciar autonomia, ampliando o repertório de possibilidades das crianças e jovens.

Outra finalidade da associação é pleitear junto aos órgãos competentes a solução das necessidades dos moradores do Bairro Ermelino Matarazzo e adjacências (Itaim Paulista, São Miguel, Ponte Rasa, entre outros), buscando a solução dos problemas de caráter cultural e social.

É com entusiasmo que, semana após semana, descobrimos e divulgamos novas histórias como essa. Elas nos mostram que o amor e a fraternidade são belíssimas Lições de Vida que podem se transformar em experiências iluminadas e concretas, como a da ACDEM.

 

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