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Se uma mulher aborta, mas se confessa, ela pode retornar à Igreja?

A consciência do Ato e a pena de excomunhão

É extremamente difícil  que alguém pratique o aborto sem reconhecer a gravidade do ato, visto que a natureza humana clama pela preservação da própria vida. A Igreja ensina que o pecado pressupõe necessariamente o pleno conhecimento. Na hipótese de uma ignorância total sobre a gravidade moral do fato, a pena de excomunhão não encontraria base para ser aplicada ao fiel.

O pecado sob a ótica da ignorância 

Contudo, a regra eclesiástica é enfática quanto à ciência da proibição: o saber leva a culpa formal. Se a pessoa tem consciência de que o ato do aborto é pecado e decide realiza-lo, a excomunhão torna-se uma consequência direta diante da sua escolha.

A excomunhão representa o afastamento do indivíduo da vida sacramental ativa. Isso implica na impossibilidade de participar da Santa Missa e de receber os sacramentos que fundamentam a comunhão com a Igreja.

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A misericórdia e o caminho da reconciliação

Ainda assim, o caminho da reconciliação se abre de forma plena através do arrependimento e da confissão. Ao procurar um sacerdote, a excomunhão pode ser levantada, restaurando o fiel à graça e perdoando integralmente o pecado cometido.

Este processo demonstra que, apesar da gravidade da falta, a Igreja mantém as portas abertas ao perdão. Graças ao sacramento da reconciliação, o fiel pode ser reintegrado e participar novamente de todos os aspectos da vida cristã.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin


Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br e Twitter: @pfelipeaquino