A consciência do Ato e a pena de excomunhão
É extremamente difícil que alguém pratique o aborto sem reconhecer a gravidade do ato, visto que a natureza humana clama pela preservação da própria vida. A Igreja ensina que o pecado pressupõe necessariamente o pleno conhecimento. Na hipótese de uma ignorância total sobre a gravidade moral do fato, a pena de excomunhão não encontraria base para ser aplicada ao fiel.
O pecado sob a ótica da ignorância
Contudo, a regra eclesiástica é enfática quanto à ciência da proibição: o saber leva a culpa formal. Se a pessoa tem consciência de que o ato do aborto é pecado e decide realiza-lo, a excomunhão torna-se uma consequência direta diante da sua escolha.
A excomunhão representa o afastamento do indivíduo da vida sacramental ativa. Isso implica na impossibilidade de participar da Santa Missa e de receber os sacramentos que fundamentam a comunhão com a Igreja.
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A misericórdia e o caminho da reconciliação
Ainda assim, o caminho da reconciliação se abre de forma plena através do arrependimento e da confissão. Ao procurar um sacerdote, a excomunhão pode ser levantada, restaurando o fiel à graça e perdoando integralmente o pecado cometido.
Este processo demonstra que, apesar da gravidade da falta, a Igreja mantém as portas abertas ao perdão. Graças ao sacramento da reconciliação, o fiel pode ser reintegrado e participar novamente de todos os aspectos da vida cristã.
Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin





