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Como identificar a violência psicológica?

O assunto que vamos tratar hoje é de uma sutileza tão grande, que pode passar despercebido por muitos, mas seu estrago é para uma vida inteira. Trata-se da violência psicológica. Mas o que é isso? A violência psicológica não deixa marcas visíveis, ela não fere o corpo, mas a alma. Esse tipo de manifestação da agressão é o grande dificultador de seu diagnóstico ou até mesmo percepção leiga.

Para que a violência psicológica aconteça, precisamos ter dois agentes: um passivo e outro ativo, ou seja, uma vítima e um agressor. Vale ressaltar que o público mais atingindo são as crianças e as mulheres, porém, não é um quadro exclusivo a elas; há também homens, claro que em sua minoria que sofrem de violência psicológica.

Então, o que é a violência psicológica?

Normalmente, o agressor não manifesta um comportamento agressivo inicialmente. Afinal, ele precisa conquistar sua vítima. São casos de homens maravilhosos, que fazem de tudo, mas, de repente, tudo muda. Por isso que sua identificação se torna difícil, pois a vítima, muitas vezes, não aceita essa mudança de comportamento ou está tão envolvida, que acredita que, apesar de tudo, ele é bom. Claro que não é uma regra, pois estamos falando de seres humanos, e se tratando de gente, a instabilidade é o fator certo de tudo isso. Podemos sim encontrar um quadro de violência psicológica diferente desse relatado.

Como identificar a violência psicológica?

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

O que as pessoas não sabem é que, em sua maioria, os agressores são extremamente frágeis e inseguros. No entanto, a maneira encontrada para esconder essa insegurança é atacando o outro e controlando-o. Quanto ao ato, ele é realizado da seguinte forma: o agressor pune, rejeita, desrespeita, humilha, discrimina, despreza, deprecia, isola, intimida, agride verbalmente, domina economicamente, proíbe, impõe, restringe, desqualifica as relações afetivas de sua vítima. Percebeu que, em nenhum desses atos, a vítima revela algo em sem corpo? Tais marcas ficam registradas na alma, na mente, e podem vir a desembocar em uma doença psicossomática ou não.

E a vítima se submete a isso por quê?

Aí vem aquela pergunta que não quer calar: por que a vítima se submete a isso? Eis a questão. O agressor não elege qualquer pessoa, ele, de certa forma, sabe com quem ele está lidando e até onde aquela pessoa vai. Até mesmo porque nem todo mundo tem o perfil da vítima de violência psicológica.

As pessoas que se tornam vítimas também possuem um padrão. Sua carência, medo e insegurança são o recheio do bolo, que as impedem de enxergar a verdade apresentada a elas de forma distorcida pelo agressor, por medo de ficarem sozinhas e não encontrarem outras pessoas para serem seus pares ou até mesmo por acharem que, ao denunciar ou deixar essa relação, o agressor poderá tomar uma atitude drástica e acabar com a vida delas. E, como disse, por se tratar de ser humano, dificilmente saberemos a reação que o outro pode ter. Podemos até deduzir, mas ter a certeza só a teremos quando o ato acontecer. Enquanto isso, o ciclo vicioso continua entre vítima e agressor.

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Outro ponto interessante para refletir é que podemos acreditar que essa relação acontece apenas nas relações afetivas amorosas, o que é um erro e que também dificulta um diagnóstico. Tudo o que foi descrito também pode ser vivido em uma relação de amizade, profissional e até mesmo religiosa. Não vamos restringir nosso olhar apenas a uma situação, pois ela cabe a qualquer uma que envolva dois seres humanos.

Fique atento ao comportamento do outro e veja se você não está envolvido em uma relação de violência psicológica. Depois, analise, de forma racional, o que pode ser feito para sair desse contexto. O mais indicado é procurar ajuda especializada.

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Aline Rodrigues

Aline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial e pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência.

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