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Conheça as hierarquias e os coros dos anjos

Os anjos têm a guarda de cada pessoa em particular

A existência dos anjos é dogma, isto é, verdade de fé da Igreja. Trata-se de verdade contida na Sagrada Escritura, proclamada nos Concílios Ecumênicos, afirmada pela unanimidade dos Santos Padres, e ensinada por todos os Teólogos fiéis ao magistério da Igreja.

A definição dogmática, deu-se no IV Concílio de Latrão realizado no ano 1215. Antes desse Concílio, a existência dos Anjos, fora afirmada e formulada no Concílio Ecumênico de Nicéia I (ano 325), sob o pontificado do Papa São Silvestre, cujo decreto D.54 explica claramente: “Creio em um só Deus, Pai Todo Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis”.

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Coros dos anjos

Alguns Santos Papas da Igreja distinguiram três grupos divididos em três hierarquias e cada hierarquia em três coros: os Serafins, os Querubins e os Tronos; As Dominações, as Virtudes e as Potestades; Os Principados, os Arcanjos e os Anjos.

Os três coros da primeira hierarquia, glorificam a Deus, como diz a Sagrada Escritura:

“Vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono (…) os Serafins estavam sobre o trono, clamavam um ao outro e diziam: ‘Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos’ (Is. 6, 1-3). “O Senhor reina (…) está sentado sobre querubins” (Sl. 98, 1).

Os três coros inferiores aos acima enunciados, estão relacionados com a conduta geral do universo. E os três últimos coros dizem respeito à conduta particular dos países, das instituições e das pessoas.

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Os 9 Coros Angélicos agrupados em três hierarquias

Serafins – do grego “séraph”, abrasar, queimar, consumir. Assistem ante o trono de Deus e, é seu privilégio estarem unidos a Deus de maneira mais íntima, nos ardores da caridade.

Querubins – do hebraico “chérub”, que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como “plenitude de sabedoria e ciência”. Assistem também ante o trono de Deus e, é seu privilégio verem a verdade de um modo superior a todos os outros Anjos que estão abaixo deles.

Tronos – algumas vezes são chamados “Sedes Dei”, (Sejas de Deus). Também assistem ante o trono de Deus e, é sua missão assistir aos Anjos inferiores na proporção necessária.

Dominações – são assim chamados porque dominam sobre todas as ordens angelicais encarregadas de executar a vontade de Deus. Distribuem aos Anjos inferiores suas funções e seus ministérios.

Potestades – ou “condutores da ordem sagrada”, executam as grandes ações que tocam no governo universal do mundo e da Igreja, operando para isso prodígios e milagres extraordinários.

Virtudes – cujo nome significa “força”, são encarregados de eliminar os obstáculos que se opõem ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-las de seu fim e, assim, mantendo as criaturas e a ordem da Divina Providência.

Principados – como seu nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos, as províncias e as dioceses; são assim denominados pelo motivo de que sua ação é mais extensa e universal.

Arcanjos – São enviados por Deus em missões de maior importância junto aos homens.

Anjos – Os que têm a guarda de cada pessoa em particular, para desviá-la do mal e encaminhá-la ao bem, defendê-la contra seus inimigos visíveis e invisíveis, e conduzi-la ao caminho da salvação. Velam por sua vida espiritual, corporal e a cada instante, enviam as luzes, forças e graças que necessitam.

 Equipe de Formação Canção Nova

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