Testemunho

Via da Devoção: os Santos caminho a Misericórdia

A nossa espiritualidade precisa ser feita através da via da devoção

Sou pequena demais, sou uma alma que não consegue chegar diretamente a Deus, a Jesus Cristo, como tantos conseguem. A pequenez da minha alma não permite que eu ame a Jesus diretamente. Não consigo chegar ao coração de Deus sem a ajuda dos irmãos e sem a intervenção dos santos, especialmente.

Por isso, minha espiritualidade é feita de muitas devoções. Peço auxílio aos santos para obter a graça de ser uma mulher cheia do Espírito Santo e dócil ao amor de Jesus Cristo. Desde que entrei na Comunidade, em 1985, fui presenteada com o livro de Santa Teresinha do Menino Jesus . Quando a conheci, eu a amei; foi como um amor à primeira vista.

Durante todos esses anos de Comunidade ela tem sido minha mestra, formadora e educadora. Com ela aprendi a amar a Deus nas pessoas e a amar minha própria família, pois sofri muito na infância. Brinco dizendo que quando chegar ao céu, depois de encontrar as autoridades: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo e Nossa Senhora, a quarta pessoa que irei abraçar será Santa Teresinha.

Viver a enfermidade do câncer

Foi ela quem me ensinou a viver a enfermidade do câncer. Lembro-me que, após a cirurgia, voltei para o quarto e comecei a sentir dores terríveis. Precisei voltar para o centro cirúrgico. Então disse a Santa Teresinha: “você é minha irmã e minha melhor amiga. Só evangelizo através do que vivo. Não faço mais do que minha obrigação divulgando-a. Peço-lhe para retirar-me desse centro cirúrgico e levar-me para o Ricardo ou, então, que eu vá para o céu”. Senti uma grande paz. Parecia que não estava no hospital; a alegria interior era imensa.

Chega uma época em nossa vida que precisamos crescer espiritualmente; não podemos estacionar. Se você está num vale de lágrimas, cujo caminho é estreito, saiba que é um treinamento de santidade. A santidade perfeita só chegará até nós depois do último suspiro, quando alcançarmos o céu. Depois da enfermidade do câncer eu cresci numa outra devoção.

Conhecer as graças prometidas na recitação do Terço da Misericórdia

Por algum tempo, rezei o terço da misericórdia na ignorância, sem reconhecer as graças prometidas a quem o recitasse. Conhecendo o Pe. Antonio Aguiar – sacerdote palotino residente no Rio de Janeiro, na paróquia da Divina Misericórdia, responsável pela divulgação do culto à Misericórdia – abriu-se um novo horizonte diante de meus olhos e comecei a enxergar: rezava o terço mas não tinha intimidade com aquela que recebeu de Jesus esta oração.

O terço da misericórdia é uma oração que Jesus nos ensinou a rezar assim como ensinou o Pai-nosso. Para a Igreja canonizar um santo ela estuda profundamente todos os escritos da pessoa. O diário de Santa Faustina é aceito como uma verdade de fé. Por isso, no céu, eu tenho dois amores: Santa Teresinha do Menino Jesus e Santa Faustina. Mas tenho também os grandes: a Santíssima Trindade e a Virgem Maria. Porém, como minha alma é pequena demais eu não consigo chegar até eles por mim mesma, então pego um atalho, um elevador, uma mão que ajuda. Tenho agora uma mão direita e uma esquerda: Teresinha e Faustina.

Via da devoção: Santa Terezinha e Santa Faustina

É impressionante a unidade entre as duas, pois no diário de Santa Faustina tenho a impressão que estou lendo os escritos de Santa Teresinha. As duas, somente por obediência, registraram sua experiência com Deus.

Santa Teresinha foi obediente a seus superiores e escreveu tudo desde sua infância. No livro “A História de uma alma” ela narra a história de sua vida.
Santa Faustina escreveu o diário onde relata toda a sua vida e tudo que Jesus lhe falou. Por obediência ela escreveu. Ela também queria ser mártir e missionária.

Eliana Sá
Comunidade Canção Nova

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