A importância do brincar na relação entre pais e filhos
É bom para você, é bom para seu filho, para seu cônjuge. É bom para o momento presente (seu e de seu filho); é bom para o futuro (seu e de seu filho). Por que você parou de brincar? Achou que já não podia mais, pois tinha crescido? Precisou trabalhar cedo? O motivo não é tão relevante, mas a sua iniciativa concreta e imediata de mudança pode ser valiosa. O objetivo deste texto não é fazer uma exposição teórica; o objetivo aqui é sensibilizá-los, pais, no trabalho de educação e, principalmente, na percepção dos sentimentos dos seus amados. Vamos brincar? Chame seu filho. Se for o caso, chame a família e brinquem.

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Sugestões práticas para se aproximar do universo infantil
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Escolha umas oito revistas de diferentes temas. Pegue tesoura, cola, uma folha de papel pardo e brinque de cortar e colar. Divida a folha ao meio com uma caneta hidrocor e sugira algum tema que vocês considerem relevante. Por exemplo: (a) O que eu gosto / O que eu não gosto; (b) Coisas que me assustam / Coisas que não me assustam. A família pode confeccionar um lindo quadro e conversar sobre o porquê de terem escolhido cada gravura ou palavra.
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Qual é o seu jogo predileto, pai ou mãe? Você gosta, por exemplo, de dominó? Então, ensine-o ao seu filho. Agora, peça a seu filho ou filha que ensine o jogo predileto dele(a). Enquanto brinca, observe: concentração, reação quando ganha, obediência às regras, capacidade de explicar e entender as explicações. Não tente mudar ou corrigir todos os comportamentos da criança na primeira experiência. Aproveite a oportunidade para conhecer melhor sua criança. Observe se os modelos que a criança tem na família apresentam as mesmas características. Um exemplo: quando são frustradas, elas ficam agressivas ou são passivas? Existem pessoas na família que são assim? Como se relacionam? Jogue novamente. Seja afetivo, ajude a criança a se sentir mais atraída pela atividade lúdica, pela brincadeira em si, do que pelo resultado final do jogo. Fale dos seus sentimentos. Ouça o que a criança tem para dizer, conheça o que ela sente.
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Bonecos ou bonecas. Escolha um boneco; aproxime-se do boneco que a criança escolheu e converse com o brinquedo, e não com a criança. Às vezes, é mais fácil falar pelas ações do boneco, tanto para a criança quanto, às vezes, até para você. Seria muito bom poder dar uma “receita”, mas não seria adequado nem eficiente. Brincar é criativo e pessoal.
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As sugestões que foram apresentadas aqui são muito úteis para que você se aproxime do universo da criança, para que você a ouça, e são muito úteis para vocês estabelecerem contato. Portanto, faça com amor, aceitação e sempre tente, primeiro, avaliar-se antes de avaliar o outro.
Cláudia May Philippi – Psicóloga Clínica – CRP 2357/1
Kleuton Izidio Brandão e Silva – Psicólogo Clínico – CRP 6089/1






