Autoconhecimento e cura interior
No terceiro episódio da jornada de autoconhecimento, padre Reinaldo e Gabi refletem sobre a importância de desenvolver a consciência de si. O convite é olhar para a própria história com sinceridade, sem enxergar somente as feridas, os defeitos e aquilo que ainda precisa ser transformado. A proposta é começar pelos dons, pelas qualidades e riquezas que cada pessoa carrega. Reconhecer o que há de bom em si não significa ignorar as dificuldades, mas encontrar força e ânimo para enfrentá-las.
A restauração começa pelo reconhecimento do bem
Durante a conversa, padre Reinaldo lembra que, quando alguém olha apenas para os próprios erros e feridas, pode se sentir abatido. Por isso, antes de mexer em questões dolorosas, é importante também reconhecer as qualidades e os dons presentes na própria vida.
Esse olhar positivo ajuda a pessoa a perceber que ela não é definida somente pelas dificuldades que viveu ou pelos aspectos que deseja mudar. Há também talentos, virtudes e boas experiências que fazem parte de sua história.
Um exercício de autoconhecimento
Uma das propostas do episódio é anotar as próprias qualidades. O desafio sugerido é refletir: Eu conseguiria escrever, pelo menos, dez qualidades minhas?
O exercício pode ajudar a perceber como cada pessoa se enxerga. Para realizá-lo, é possível reservar um momento de silêncio e escrever em um caderno aquilo que reconhece de bom em si. A sugestão é fazer isso com calma, sem pressa e com sinceridade.
💻Leia mais:
.:A escalada da cura interior: acolher a própria história à luz de Cristo
.:Não mascare a morte: reze com honestidade diante da dor
.:A escalada da cura interior: acolha quem você é em Deus
Não viver somente da opinião dos outros
A conversa também aborda o peso de depender do conceito que outras pessoas fazem de nós. Segundo padre Reinaldo, é importante assumir a própria verdade e buscar uma visão mais sincera de si mesmo, sem viver de aparências ou de máscaras.
Ser sincero consigo não significa ignorar os próprios limites. Significa reconhecê-los com coragem, assim como reconhecer as qualidades. Esse processo pode ser difícil, mas permite compreender melhor a própria história e perceber o que precisa ser transformado.
O silêncio ajuda a olhar para dentro
Para favorecer essa reflexão, o episódio propõe momentos de silêncio. Mesmo que sejam breves, esses momentos podem ajudar a pessoa a se recolher, observar os próprios pensamentos e fazer o exercício com mais atenção.
A sugestão é encontrar um horário possível antes de a casa acordar ou depois que todos dormirem, por exemplo, e usar esse tempo para refletir, rezar e anotar as próprias percepções.
Olhar para a história com sinceridade e esperança
Ao longo do episódio, padre Reinaldo e Gabi também conduzem um momento de oração. O pedido é que cada pessoa consiga reconhecer a beleza, as qualidades e os dons presentes em sua história, sem deixar de apresentar a Deus aquilo que ainda causa dor e precisa de cura.
A reflexão convida a olhar para a própria vida de forma integral: reconhecendo o que é bom e acolhendo, com coragem, aquilo que precisa de cuidado. O objetivo não é buscar uma espiritualidade superficial, mas viver uma experiência verdadeira de autoconhecimento e de encontro com Deus.
Uma proposta para colocar em prática
Como atividade para a semana, os participantes sugerem fazer os exercícios propostos no livro, meditar sobre a passagem da samaritana e registrar as reflexões em um caderno. Também indicam assistir ao filme Campo Minado (2016) e anotar frases que chamem a atenção, relacionando-as com a própria vida.
O episódio deixa um convite simples e profundo: reconhecer as próprias qualidades também faz parte do caminho de cura interior. Ao olhar com sinceridade para quem é, cada pessoa pode encontrar ânimo para seguir adiante e apresentar a Deus tanto suas riquezas quanto suas feridas.
Adquira o livro A Escalada na loja oficial da Canção Nova
Transcrito e adaptado por Rophiman Souza







