não se escravize

Reconcilie-se com sua morte através da intercessão de Maria

A pessoa que tem medo da morte se torna escrava do demônio

Por que Paulo diz: “Irmãos, não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos”? Porque, além de perder a esperança na vida, acontece isso que o autor sagrado fala na Carta aos Hebreus: a pessoa que tem medo da morte se torna escrava do demônio.

É por isso que pedimos para Maria: “Rogai por nós, pecadores”. Por que essa vírgula entre “nós” e “pecadores”? Por que Maria não teve pecado, mas foi humana. Por que, no Pai-Nosso não pedimos pela nossa morte? Porque a morte de Jesus foi violenta, a pior de todas. A morte de Jesus foi tudo aquilo de trágico que o ser humano pode imaginar.

Reconcilie-se com sua morte através da intercessão de Maria

Foto ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com

Nós pedimos por nossa morte a Maria, porque a morte dela foi tão serena, tão tranquila e maravilhosa, que a Igreja chega a dizer que Maria não morreu. Ela não morreu como outros, pois dormiu, dormiu para o mundo. E como o corpo dela não experimentou a corrupção do pecado, ela levou para a glória aquele mesmo corpo que tinha em vida.

O nosso corpo, se Deus quiser e Maria interceder, vai estar no Céu. Mesmo quem perdeu alguma parte do corpo, lá no Céu vai estar com essa parte. Até quem está velho, quando estiver no céu, estará restaurado. Porque a morte vai purificar tudo que foi estragado.

Viva bem o dia de hoje

O corpo semeado na corrupção vai ressuscitar limpo, sarado. Inclusive, se você for para o céu vai ser tão dono do seu corpo, que poderá se locomover como Jesus ressuscitado e Maria. Por isso, pedimos a Nossa Senhora: “Agora e na hora de nossa morte”. Há uma íntima relação entre o “agora” e o “na hora de nossa morte”. Os monges antigos, quando se encontravam nos mosteiros, saudavam-se com a expressão em latim: Memento moris. O que significa essa frase? “Vais Morrer”. E o outro respondia: Carpe diem, que quer dizer “Viva bem o dia de hoje”.

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O que, então, será que o meu agora tem a ver com a minha morte? Tudo. Nós vivemos numa sociedade onde se tenta, a todo custo, inventar coisas para esquecer que vamos morrer. Há pessoas que detestam falar sobre morrer. Quando o Papa João Paulo II esteve, pela última vez, em Fátima, na Revelação do Terceiro Segredo, a última vez em que se encontrou com irmã Lúcia, ela pegou no braço do Papa, levou-o para dentro da Basílica e mostrou o túmulo onde está sepultado o beato Francisco, o túmulo onde está sepultada a beata Jacinta e o túmulo dela própria. Você teria coragem de fazer isso? E o Papa abençoou o túmulo de irmã Lúcia.

Retirado do livro “Cura dos traumas da morte

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