Fim de ano

5 dicas para não cair na deprê de fim de ano

O fim de ano pode nos trazer sentimentos que beiram o estado depressivo

“Não consegui emagrecer os cinco quilos que tinha como meta no início do ano.” “Não passei no mestrado, fiz toda papelada, segui à risca a ABNT, mas, mesmo assim, não rolou.” “Terminei um namoro de cinco anos.” “Não fiz a viagem que havia planejado.”

Fim de ano é um tempo no qual, querendo ou não, somos submetidos a inúmeros balanços e avaliações. As lojas se fecham para balanço, as empresas fazem isso para as “avaliações de desempenho”, os cursos universitários se concentram em seus processos de seleção de calouros; na TV, temos inúmeras “retrospectivas”, até o Facebook e o Instragram nos “convidam” a fazer nossa retrospectiva do ano que passou.

1600x1200-depre-de-fim-de-anoFoto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Meu caro, não há como fugir, pois o universo conspira “contra você”. Parar um pouco e perceber o que foi vivido torna-se um fato com o qual você precisa saber lidar.

Você deve estar se perguntando: “Por que ele começou esse texto com situações de fracasso? Acontecimentos que, com certeza, não agradam a quem os viveu na pele? Eu esperava as cinco dicas para viver bem o momento de fim de ano!”.

Sim, fiz de propósito, pois o mal não está em nos avaliarmos ou fazermos nossos balanços, mas em como o fazemos, pois a primeira ação que temos é de supervalorizar o que não deu certo. Infelizmente, nosso cérebro tem uma atração pelo negativo, e com essa atração surgem sentimentos de culpa, remorso, autocondenação etc., os quais, se não forem bem administrados, podem nos paralisar e impedir de ter uma vida mais plena e feliz.

Por que o fim de ano pode causar tristeza

O fim do ano pode nos trazer sentimentos que beiram um estado depressivo e nos deixam, de fato, sem muita vontade de viver o novo que virá (lembrando que para diagnosticar uma depressão o psiquiatra ou psicólogo precisa levar em conta vários fatores como o tempo de duração, a frequência e a gravidade do estado emocional).

Minha irmã, por exemplo, disse-me recentemente: “Poxa, Adriano, minha vida profissional não foi muito bacana, tentei isso e aquilo, mas parece que nada deu certo”. Sim, de fato, é algo que angustia, mas, ao mesmo tempo, ela está começando um novo negócio, está ‘mexendo’ com a cidade, já tem vários clientes e está caminhando superbem. Eu disse a ela: “Olha que bacana! Você está começando algo novo e promissor; às vezes, aquilo que queria não estava nos planos de Deus, mas, com sua garra, isso que se inicia agora pode estar nos planos d’Ele. Então, lance-se neste novo”.

A situação que apresentei acima precisa ser um insight para nós, ou seja, não podemos ficar nesse estado depressivo que nos acusa a todo instante. Nada de ficar com os olhos no que deu errado, ficar ruminando os acontecimentos e, depois, colocar para fora em amargura, azedume, autovitimismo, porque isso não rola, não nos faz bem!

Leia mais:
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Como vencer a tristeza de fim de ano

Há algumas dicas que podem nos ajudar neste momento de New Year’s blue. Em inglês, este termo é usado para referir-se à tristeza que bate no fim do ano.

* Pergunte-se: “Pra que eu?”, e não “Por que eu?”: O “por que eu?” coloca-nos em posição de ficarmos olhando para o próprio umbigo e, assim, ter uma visão limitada dos fatos e acontecimentos. O “para que” coloca-nos em uma posição de olhar para a situação e agir sobre ela, usá-la a nosso favor.

* Mudança em ação: Se, ao fazermos o balanço, chegarmos à conclusão de que precisamos mudar algo, façamos, primeiro, um firme compromisso com nós mesmos e nossas potencialidades. Não paralisemos, mas estabeleçamos metas.

* Seja específico: Quando fazemos uma revisão de vida, olhamos de maneira global, mas é preciso que sejamos específicos no que foi vivido, dando o peso certo para cada coisa. Às vezes, temos problemas financeiros e, logo, já dizemos: “Estou fracassado! Não tem mais jeito!”… Calma! Não é bem assim. Peso certo, medida certa.

* Examine suas expectativas: São reais ou ilusórias? Sejamos sinceros! Às vezes, ganhamos o suficiente para comprar um carro popular, mas já colocamos como meta comprar uma BMW zero quilômetro. Não quero “jogar água fria” em você, mas é melhor dividir os objetivos em etapas do que dar um salto maior do que a perna!

* Sonhe os sonhos de Deus: Tudo que falei acima só tem sentido se a primeira postura assumida for: “Isto está dentro da vontade de Deus para mim?”. Cara, sem isso não rola, não dá para ser plenamente feliz. Não que Deus queira nos manipular e fazer as coisas do jeito d’Ele, mas é por Ele nos conhecer tão bem, que sabe o que o nosso coração realmente deseja.

Enfim, olhemos para frente e para o que virá. Saibamos o que não pode ser mudado e o usemos a nosso favor para mudar nossa maneira de encarar a vida, pois um novo tempo só está começando!

Tamu junto!

repensando-a-vida

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Adriano Gonçalves

Mineiro de Contagem (MG), Adriano Gonçalves dos Santos é membro da Comunidade Canção Nova. Formado em filosofia e Psicologia. Atuou na TV Canção Nova como apresentador do programa Revolução Jesus. Hoje atua no Núcleo de Psicologia que faz parte da Formação Geral da Canção Nova. É autor dos seguintes livros: “Santos de Calça Jeans”, “Nasci pra Dar Certo!”, “Quero um Amor Maior” e ” Agora e Para Sempre: como viver o amor verdadeiro”.

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