VIDA DE ORAÇÃO

As 5 pedrinhas espirituais: armas contra o "gigante Golias"

O chamado à conversão individual em Medjugorje

Quando Jesus disse que há mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não necessitam de conversão, está nos convidando a mudar de vida e a viver na fidelidade da Sua misericórdia. A Virgem Maria, durante toda a aparição, recorda-nos a mensagem do Evangelho: “Convertam-se!”.

Um dia, em Medjugorje, a Virgem pediu-nos para viver a seguinte mensagem: “Filhos queridos, convido-vos à conversão individual. Este tempo é para vocês, porque o meu Filho dileto, sem a vossa cooperação, não pode realizar o que deseja. Filhos queridos, orem a fim de que possam crescer espiritualmente e ficar mais próximos de Deus. Entrego para vocês as 5 pedrinhas, que representam as armas contra o vosso gigante Golias, com as quais poderão vencer qualquer batalha”.

A primeira pedra: a Eucaristia

A primeira pedra é a Eucaristia. A Eucaristia é o próprio Jesus de Nazaré vivo, verdadeiro e ressuscitado. Não é uma presença simbólica de Jesus, mas a Sua presença real. Nós não O vemos, porém acreditamos que Ele está verdadeiramente presente na força da Sua Palavra. O próprio Jesus nos diz em verdade: “Tomai e comei, isto é o meu corpo” e, depois, tomando um cálice de vinho, fala-nos: “Tomai e bebei, isto é o Meu Sangue. Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por cada um de vós”. A Igreja, estando consciente de que se trata de um grande mistério, obriga o celebrante, após a consagração, a proclamar: “Eis o mistério da nossa fé”.

Com o poder da Eucaristia, podemos nos defender dos ataques do inimigo com muita facilidade. A Eucaristia é o sacramento da nossa salvação. Jesus nos convida: “Fazei isto em minha memória”, e é pela força destas palavras que podemos celebrar a Eucaristia. Também Santo Agostinho conhecia a potência desta “primeira pedra”, tanto que afirmava: “Deus é tão grande que podia criar mil mundos mais bonitos que este atual, mas, apesar da sua Onipotência, não podia fazer nada de mais perfeito e grande do que a Eucaristia”. A Eucaristia, irmãos, é o próprio Jesus de Nazaré!.

A importância de viver os mandamentos de Deus

Que dor sinto no coração quando, durante a celebração da Missa, muitos católicos batizados e crismados não recebem a Santa Eucaristia porque não vivem segundo os mandamentos de Deus. Muitas vezes, deixam passar anos sem receber o Corpo de Cristo. Este é um sinal evidente da falha na evangelização. Eles vivem na ignorância. Outros, não compreendendo a importância do Sacramento do Matrimônio, vivem como pagãos. Pedimos a Jesus que nos ilumine e nos ajude a viver segundo o Seu Evangelho.

Ele nos disse: “Se desejas entrar no reino dos céus, observa os meus mandamentos”.

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Todos nós desejamos entrar no céu, não é verdade? Agora, o que devemos fazer para entrar? É simples. Jesus lhe dá a resposta: “Observa os meus mandamentos”. Os mandamentos de Deus são dez, mas alguns estão dispostos a observar somente cinco ou seis, sendo que os restantes não são do seu agrado. Quem observa apenas cinco ou seis mandamentos não poderá entrar no reino dos céus. No Livro do Apocalipse, em verdade, encontramos escrito que os adúlteros não entrarão no reino dos céus, mas parece que alguns nunca leram isto. Desejam entrar no paraíso, porém não renunciam a viver no adultério. Preferem não se comprometer com Jesus, vivendo uma vida santa através de um matrimônio cristão e abençoado por Deus.

A Virgem, durante uma aparição em Fátima, disse: “Se aqueles homens soubessem como é a eternidade, mudariam de vida”. O mundo está se destruindo porque são poucos aqueles que refletem. Querem viver de forma mais cômoda, esperando poder entrar no mesmo reino dos céus. Estes, porém, esquecem que Jesus nos recomenda observar os Seus mandamentos para podermos entrar no paraíso.

A Santíssima Eucaristia é o Sacramento do Amor de Jesus, através do qual Ele Se doa a nós como Pão Vivo descido do céu. Na noite da Páscoa, Jesus nos doou o Seu Corpo para nos fortificar. Não é por acaso que a Virgem Santíssima nos indica a Eucaristia como “primeira pedra” para nos defender do nosso gigante Golias, que é Satanás.

A segunda pedra: a Confissão (o Sacramento da Reconciliação)

Como “segunda pedra”, a Virgem nos sugere a Confissão, que é o Sacramento da Reconciliação. O Sacramento da Reconciliação não é um castigo, mas o presente de Páscoa de Jesus ressuscitado. Após a ressurreição, Jesus apareceu aos Seus apóstolos, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.

Quando é que um sacerdote não pode perdoar um pecado? Quando a pessoa não está sinceramente arrependida. Jesus nos Evangelhos nos diz: “Existe um só pecado que não será perdoado, nem neste mundo nem no outro: é o pecado contra o Espírito Santo”. Qual é o pecado contra o Espírito Santo? O pecado contra o Espírito Santo é a falta de arrependimento. No dia do nosso batismo, Jesus fez de nós verdadeiramente filhos de Deus, templo vivo do Espírito Santo e herdeiros dos céus. Desde o dia do nosso batismo, o Espírito Santo fez morada em nós como em um templo. Quando cometemos um pecado, Ele nos impulsiona ao arrependimento, ajuda-nos, faz-nos sentir um senso de culpa e um desejo de pedir perdão. Se a pessoa não deseja pedir perdão, não poderá ser perdoada, nem neste mundo nem no outro. Porém, não é suficiente apenas confessar o próprio pecado ao sacerdote; é necessário estar sinceramente arrependido para receber a absolvição. Por isso Jesus fala: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.

A necessidade do sincero arrependimento

Um dia, um homem foi se confessar: — “Padre, eu roubei nove garrafas de cerveja do meu vizinho”. O sacerdote, sendo um pouco surdo, pediu ao homem para repetir. Aproveitando o momento, o homem corrigiu sua confissão: — “Padre, eu disse nove, mas, já que estamos aqui, coloque 12, porque ainda sobraram 3 que penso em ir roubar esta noite”.

Este homem estava sinceramente arrependido? Poderia ser perdoado? Certamente não! Para receber o perdão, deveria estar arrependido. Existem católicos que têm medo deste sacramento. Deveríamos nos aproximar dele com alegria, sem nenhum temor, porque através deste sacramento Jesus nos purifica e nos faz criaturas novas.

Testemunhos e o valor da Confissão Sacramental

Um dia, encontrei um homem que tinha muito medo deste sacramento. Eu chegava da cidade de Samaná. Estava sem batina, apenas com uma camisa normal. Estava atrasado e, por isso, ultrapassei o limite de velocidade permitido. De repente, percebi a presença de um guarda, que logo percebeu o meu erro e me parou: — “Por amor de Deus, percebeu que estava correndo? Agora pague-me a multa”. Aproximou-se de mim e deu uma volta em torno do automóvel com um jeito muito severo. Eu lhe disse: — “Boa tarde, deseja confessar-se?”. Ele me olhou surpreso e perguntou: — “Você é um sacerdote?”. Respondi: — “Sim, sou o pároco de Sánchez”. Ele me respondeu: — “Não, padre, tenho medo…”. Estranho, mas quando lhe ofereci a oportunidade de se confessar, ele se esqueceu da multa. Espantoso!

Este sacramento não é um castigo, mas uma bênção que nos restitui a paz. Outras vezes, as pessoas se confessam, mas têm o mau costume de dar voltas ao redor dos próprios pecados, com o desejo de diminuí-los e evitar que o sacerdote tome consciência daquilo que fizeram. Recordo-me de que uma vez uma mulher veio para se confessar. Perguntei-lhe: — “Filhinha, o que queres que Jesus te perdoe?”. Respondeu-me: — “Padre, eu disse uma pequena mentira, porém era uma coisa insignificante”. Eu continuei: — “Tens outras coisas para me dizer?”. Ela respondeu: — “Sim, fiquei brava, porém não exageradamente”. Fez alguns minutos de silêncio e depois continuou: — “Ah, esqueci, com o meu namorado fizemos um menino, porém é pequeno, pequeno…”.

Digam-me, irmãos: fazer um menino pequeno é menos pecado do que fazer um grande? Ela desejava diminuir o seu pecado de forma que parecesse lícito. Não temos motivo para diminuir os nossos pecados; devemos fazer deles um só pacote para entregá-lo a Jesus, a fim de que os queime na fornalha ardente do Seu Coração. Não devemos esconder nada. Devemos tomar consciência de que este é o Sacramento da Misericórdia de Jesus para restituir a paz a todos os que a perderam por causa do pecado.

Alguns, infelizmente de mentalidade protestante, dizem: “Eu me confesso diretamente com Deus”. Claro, estou de acordo. Também eu, quando me confesso, digo: “Confesso a Deus Todo-Poderoso e a ti, padre…”, porém Deus me ama tanto que delegou o Seu ministro a fim de que nos diga, com amor, fazendo as vezes de Cristo: “Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O sacerdote não diz “Te absolvo em meu nome”, mas “Em nome de Deus”. Em meu próprio nome, eu, sacerdote, não posso perdoar pecados, porém posso fazê-lo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Quanta paz sentimos ao ouvir dizer que Deus nos perdoa! O sacerdote, no momento da confissão, é um dom para todos. Confessam-se o Papa, os bispos, os sacerdotes, as freiras e todos os cristãos que receberam uma válida evangelização. Este sacramento é uma grande bênção para um maior crescimento espiritual, para viver uma vida de maior pureza e amor, e para podermos caminhar como filhos da luz. Por isso, a Virgem Maria nos propõe a Confissão como “segunda pedra”, para nos defender contra o gigante Golias, que se chama Satanás, o qual deseja a nossa perdição.

A terceira pedra: a Palavra de Deus (A Bíblia Sagrada)

A “terceira pedra”, proposta pela Virgem, é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. A Palavra de Deus é uma palavra de luz que te faz sair das trevas do pecado. É a palavra da verdade que nos liberta da mentira na qual Satanás quer que vivamos. É palavra de vida. A Palavra de Deus é o próprio Jesus, que é o Verbo eterno do Pai e que nos orienta. São Paulo diz: “A fé vem pela escuta da Palavra de Deus e pela pregação dela”. Lendo a Bíblia, alimentamos a nossa vida espiritual com a Palavra de Deus.

A quarta pedra: o Santo Rosário

A “quarta pedra” é a recitação do Santo Rosário, que é uma oração maravilhosa. Através da meditação dos 20 mistérios, temos a oportunidade de percorrer toda a vida de Jesus e contemplar o Seu nascimento, Sua vida pública, a Sua morte e a Sua ressurreição. Meditando os mistérios gozosos, revivemos a alegria do Seu nascimento; com os mistperios luminosos, dedicamos especial atenção à vida pública de Jesus, inaugurada pelo seu Batismo no Jordão; nos mistérios dolorosos, o caminho de tudo quanto sofreu para a nossa salvação; e nos mistérios gloriosos, o Seu triunfo sobre a morte e o pecado, graças ao qual foi aberta a porta do céu.

A quinta pedra: o Jejum

A “quinta pedra” é o jejum. O jejum é um sacrifício, uma penitência que ajuda a crescer na humildade e a fortificar a nossa vontade para resistir às ciladas do demônio. O jejum é muito importante. A Virgem pede aos cristãos que puderem que jejuem a pão e água às sextas-feiras. O jejum pode ser feito de diversos modos, pois implica uma privação. Podemos jejuar com os olhos, evitando querer uma coisa que não podemos ter; com a boca, evitando dizer palavras que ofendam os nossos irmãos; e, enfim, pode-se jejuar comendo menos do que se deseja. O jejum nos purifica e nos fortifica.

Vencendo o nosso Golias espiritual

Estas “cinco pedrinhas” foram-nos dadas por Maria para nos ajudar a ser mais fortes na nossa vida espiritual e a vencer definitivamente o demônio. Foi deste mesmo modo que Davi venceu Golias, graças às cinco pedrinhas. Assim, Ela nos ensina a vencer Satanás, o Golias da nossa vida espiritual.