Tempo de revisão

Fim de ano! Em meio às festas é tempo de revermos o que passou e planejar o próximo ano.

Os canais de televisão se empenham em fazer uma retrospectiva (agora interativa) de fatos, acontecimentos e previsões para o futuro, coisas externas que talvez nem afetem tanto assim a nossa vida.

Mas e quanto a nós mesmos? O que diz respeito ao nosso mundo interior e à nossa realidade mais próxima? Também é hora de fazermos uma retrospectiva e planejarmos o nosso futuro. No mundo dos negócios se fala em crescimento econômico, do PIB (Produto Interno Bruto) e de tantos outros. Mas será que também crescemos como pessoa neste ano que se finda?

Convido você para fazer um exercício: rever fatos e acontecimentos pessoais, e classificar cada um deles como “positivo” ou “negativo” e descrever o que você aprendeu com eles, o que mudou em sua vida e como você se tornou melhor a partir deles. Ou seja: qual foi a resposta que você deu à vida, às pessoas e a você mesmo a partir destes fatos.

Segundo Victor Frankl – psiquiatra e psicólogo judeu-austríaco – “A falta de êxito não significa falta de sentido”; portanto, acolha as perdas e fracassos como oportunidades de ser melhor, de vivenciar virtudes, de corrigir defeitos. Porque a partir da dor crescemos, amadurecemos e realizamos valores.

E comece a sonhar e planejar o próximo ano, perguntando-se: “O que não consegui realizar este ano e quero fazê-lo no ano que se inicia?” Parta do âmbito espiritual: “Como está meu relacionamento com Deus e com as pessoas? Em quais atitudes eu preciso mudar? Temperamento? Preciso ser mais tolerante e paciente? Necessito perseverar naquilo que começo? Ser leal? A quem e ao que preciso me dedicar e me interessar mais?”

Apropriando-se desta consciência, planeje ações, buscando efetivá-las.

Realizações pessoais não significam fazer coisas para si mesmo, sem um olhar para o outro, pois estamos no mundo “com” e “para” o outro. “O sentido da existência pessoal, enquanto pessoal, o sentido da pessoa humana enquanto personalidade, está numa referência que lhe ultrapassa os limites, apontando para a comunidade; na sua orientação para a comunidade, transcende-se a si mesmo o sentido do indivíduo” (Victor Frankl). Este é o segredo da felicidade: ser para o outro.

Então, não espere que o outro lhe faça algo, antecipe, dê você o primeiro passo, vá ao encontro das pessoas, dedique-se a uma causa, e tudo o mais lhe virá em acréscimo.

Que este Natal seja diferente de todos os outros, que realmente Jesus nasça em nossos corações, trazendo mudanças permanentes, que perdurem pelo ano que se inicia – tornando-nos mais humanos e próximos de Deus, fazendo-nos melhores como pessoas.

FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO.

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