Sexualidade e Valores

Algumas pessoas, por não terem conhecimento de seu real valor, acabam vivendo uma vida sexual totalmente errada e desordenada.

O ser humano é “ininstrumentalizável”, ou seja, não deve ser utilizado como ‘instrumento’, ou ‘meio’ para se chegar a algo com fim puramente utilitarista e/ou hedonista. Já de antemão, quero te dizer que você tem valor, e jamais deve servir-se de ‘instrumento’ para que outras pessoas te usem para fins próprios, o que revela um caráter egoísta e destruidor, e muito menos deve fazer das pessoas ‘objeto’ de seu prazer. Você é pessoa humana, possui valor e merece ser respeitado e deve viver sua sexualidade plenamente, levando em consideração a integração na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral, pautados nos valores ético-cristãos. No entanto, é com muito pesar que percebemos que há um ataque maciço e maléfico ao ser humano no que diz respeito à sua sexualidade. Além disso, práticas sexuais abomináveis vêm sendo praticadas por pessoas solteiras e até casadas, tudo isso por falta de uma formação ética e moral capaz de erigir no homem e na mulher a mais elevada expressão de ter sido criado à imagem e semelhança de Deus – O da dignidade humana.

Sim, Deus nos deu dignidade de filhos e devemos manter nossa integridade pessoal pois nossa sexualidade deve compreender a castidade como elemento essencial de equilíbrio humano a fim de manter a unidade interior do nosso ser corporal e espiritual. O homem pertence ao mundo corporal e biológico, tornando-se verdadeiramente humano quando mantém os valores intrínsecos à sua natureza inabalados. Isso quer dizer que ele sabe e tem consciência daquilo que é bom para si e daquilo que é nocivo à sua natureza, à sua dignidade.

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 2348 nos diz que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão se vestiu de Cristo (cf. Gl 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo o seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o Cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade”.

Nesse sentido, mesmo que você não possua uma formação cristã, você é capaz de discernir o que é ‘biologicamente natural’ em uma relação sexual ou o que lhe agride física ou espiritualmente. O que pode até trazer um prazer sexual, não significa que seja moralmente correto. O catecismo ainda nos diz que “O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união” (cf. Parágrafo 2351). Todavia, vítimas de uma geração depravada e perniciosa, muitas pessoas casadas e solteiras servem-se de ‘instrumentos’ para a satisfação sexual de seus parceiros e em alguns casos para a sua, praticando anomalias e aberrações sexuais indignas da natureza humana. Uma delas é o sexo anal. Veja bem, cada órgão de nosso corpo foi criado para desempenhar uma função específica. É o que aprendemos em biologia. A boca, por exemplo, ajuda na digestão dos alimentos, atuando na função digestiva. O ânus é um órgão excretor e não de copulação ou reprodução. Sabemos quais órgãos foram destinados à tais funções. Psicanaliticamente, o coito anal é algo ultrajante pois denota no homem que o pratica um homossexualismo enrustido e desvia na mulher o uso correto, ordenado e equilibrado de seu órgão genital.

No caso de pessoas casadas, essa prática denigre a dignidade da esposa, fazendo com que a mesma se sinta como objeto do desejo desordenado e funesto de seu esposo. Em relação às pessoas solteiras constitui pecado de fornicação que, de acordo com o Catecismo, é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade das pessoas e da sexualidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos. (cf. CIC 2353).

Portanto, sejamos coerentes a ponto de submetermos todos vãos-desejos à razão, e não à vontade, que é fraca, pois esta está sujeita à paixão e à emoção. Quando agimos colocando a vulnerabilidade do nosso ser impulsionado pelas nossas paixões, tendemos a fazer aquilo que é errado e até bizarro. Não de outro modo, o Espírito Santo vem em auxílio às nossas fraquezas e nos ensina todas as coisas, uma vez que o nosso corpo e a nossa geração foram manchados pelo erro do homem, o que em teologia chamamos de ‘pecado’ e por isso, quando não pedimos a graça santificante do Espírito, podemos cometer graves pecados contra a nossa natureza de filhos de Deus. Em resumo, podemos concluir dizendo que aquele que ama não usa, e aquele que usa, não ama.

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