Santos ou santos!

O Catecismo da Igreja Católica cita um trecho precioso do Cardeal Neyman, cuja atualidade é evidente nas circunstâncias em que vivemos:

“A riqueza é o grande deus atual, a ela prestam homenagem instintiva a multidão e toda a massa do homem. Medem a felicidade de acordo com o tamanho da fortuna e, segundo a fortuna, medem também a honradez… Tudo isto provém da convicção de que tendo riqueza tudo se consegue. A riqueza é, pois, um dos ídolos atuais, da mesma forma que a fama… A fama, o fato de alguém ser conhecido e fazer estardalhaço na sociedade, chegou a ser considerada um bem em si mesma, um sumo bem, um objetivo, também ela, de verdadeira veneração. (CIC. 1723)

Jovens, vocês, não foram feitos para o pecado! Deus nos fez para as alturas da comunhão com Ele e entre nós. Mesmo que sejamos pecadores, sempre soará em nós a voz da consciência, segredo que é presente do Senhor, grito silencioso a atrair-nos para o bem. E o verdadeiro bem é o próprio Deus.

O homem mais perfeito não é o técnico, o político, o competente administrador, mas o santo. E este pode – e deveria! – ser o modo de viver do homem de nossos dias, em qualquer área.

Perguntar-me-eis: “mas é possível ser santo hoje?” Se só pudéssemos contar com os recursos humanos, a empresa pareceria-nos justamente impossível. De fato, bem conheceis os vossos sucessos e as vossas derrotas; sabeis que tipo de fardo pesa sobre o homem, quantos perigos o ameaçam e que conseqüências provocam seus pecados. Às vezes, podemos deixar-nos levar pelo desânimo e chegar a pensar que não é possível mudar nada no mundo, nem em nós mesmos.

Se o caminho for árduo, tudo, porém, podemos naquele que é o nosso Redentor. Por isso, não vos dirijais a outros, se não a Jesus. Não procureis em outra parte aquilo só Ele nos pode dar, uma vez que não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens que nos possa salvar (conf. At 4,12). Com Cristo, a santidade – “projeto divino para todo batizado”- torna-se realizável. Contai com Ele; crede na força invencível do Evangelho e ponde a fé como fundamento da vossa esperança. Jesus caminha conosco, renova os nossos corações e fortalece-nos com o vigor do seu Santo Espírito.

“Ninguém te menospreze por seres jovem. De tua parte,
procura ser para os que creêm um exemplo, pela palavra, pe-
lo modo de proceder, pelo amor, pela fé, pela castidade. Até
que eu chegue aí, dedica-te à leitura, à exortação, ao ensino.
Não te descuides do carisma que está em ti, que foi dado me-
diante uma profecia acompanhada da imposição das mãos
dos presbíteros. Reflete bem nisto, ocupa-te destas coisas,
para que o teu progresso seja manifesto a todos. Presta aten-
ção sobre ti e sobre o que ensinas. Persevera messas dis-
posições e nessas práticas. Agindo assim, salvarás a ti mes-
mo e aos que te ouvem”. (1 Tm 4, 12-16)

Existe muita bondade e retidão atuando na descrição de tantas pessoas. É gente que assumiu como projeto de vida o caminho das bem-aventuranças (Mt 5, 1-12). A santidade é obra do Senhor no meio do seu povo: “sede santos, porque eu sou santo” (Lv 11,44).

Tal estilo de vida assusta, já que “o mundo não nos conhece porque não conheceu ao Pai” (1Jo 3,1-3). Mas, esta é a única possibilidade de mudanças, pois só Deus pode transformar radicalmente a realidade, urge espalhar uma revolução de santidade cujos frutos se espalharão para fazer um mundo diferente.

É o próprio Papa João Paulo II, que nos roga: ” Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milênio!”.

Com grande afeto e com minha bênção!

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