Ossos secos

‘…O Senhor me levou em espírito e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos… eram numerosos e estavam completamente ressequidas… Então me disse: Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor… Então profetizei… e eis que se fez um reboliço, e os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso… E profetizei como ele me deu ordem: então o espírito entrou neles e viveram, e se puseram em pé, era um exército numeroso.’ (cf. Ez 37,1-14)

Uma das belas mensagens dessa passagem é a esperança, baseada no poder de Deus. Imagine se Deus enviasse o profeta ao meio de pessoas doentes, Ezequiel talvez pudesse sugerir tratamentos para elas. Porém, Deus o coloca diante de mortos, e não apenas isso, mortos há muito tempo, com seus ossos já totalmente secos. É um quadro que mostra o fim dos recursos naturais e humanos. Aparentemente, é o fim de tudo. Mas os recursos divinos ainda não se esgotaram.

Quando tudo parece perdido, Deus ainda tem solução. Veja o caso de Lázaro (João 11). Jesus chegou quatro dias depois do seu sepultamento. Parecia tarde demais, mas para Deus não era e ele foi ressuscitado.

Aquele vale cheio de ossos desarticulados e misturados mostra a desorganização de uma vida sem Deus. Vida? É mais apropriado dizer uma morte em vida.

Desorganização nos sentimentos, nos negócios, nos objetivos, na família, etc. Muitas pessoas hoje são verdadeiros mortos-vivos. Já sepultaram seus sonhos e seus ideais. Deus disse ao profeta: ‘Filho do homem, profetiza aos ossos: ossos secos, ouvi a palavra do Senhor…’ A Palavra de Deus é o remédio para o problema do homem. É através da palavra de Deus, a Bíblia, pregada e ensinada, que os mortos espirituais viverão. A Palavra de Deus é viva (Hebreus 4,12) e comunica vida. Aqueles que receberem de bom grado essa Palavra, serão por ela transformados e vivificados.

Cada osso vai encontrando seu lugar no corpo. Isso pode ser usado de forma aplicada para dizer que cada pessoa vai encontrando sua posição no corpo de Cristo, que é a igreja. Vai encontrando sua razão de viver, sua missão, seu objetivo de vida, sua função.

O texto destaca ainda a importância da ação do Espírito de Deus sobre nós. De nada adianta tudo estar no seu lugar, se não houver a ação do Espírito Santo, se não houver unção, se não houver poder. Seria como um motor de um carro que estivesse bem montado, mas sem o lubrificante e o combustível necessários ao seu perfeito funcionamento. Assim, nossas vidas, nossas comunidades, nossos ministérios não devem ser apenas bem estruturados. Isso é bom, mas não é suficiente. Não podemos funcionar sem o poder do Espírito Santo, sem a unção dos céus.

Uma vez que estamos vivificados pela Palavra, e ungidos pelo Espírito, tornamo-nos um exército. Deus não ressuscitou aqueles mortos para que cada um fosse cuidar de seus próprios interesses. Deus os ressuscitou para que se tornassem um exército para lutar na causa do Senhor. Aqueles que são vivificados pelo Senhor, serão usados para alcançar outros. Isso não quer dizer que deixaremos de cumprir com os nossos deveres.

Vamos trabalhar, estudar, etc. Mas, nada disso ocupará o lugar de Deus em nossas vidas. Nada disso poderá impedir que façamos nosso trabalho na obra de Deus.

Ele nos ressuscitou (Ef. 2,4-6). Logo, nossa vida pertence a ele e vamos viver para a sua glória.

‘Senhor Jesus, eu te louvo e te agradeço, pois toda glória pertence a ti. E te peço Senhor para que Tu olhes para nós, derrame o teu Espírito Santo, o teu poder, o fogo do teu amor.

Suscite em nós a tua graça, tíra-nos desse vale de ossos secos e sem vida e batiza-nos Senhor com teu Espírito. Deixa-nos experimentar o teu amor: um amor que restaura em nos à vontade de viver e de pertencer a Ti.

Obrigado Senhor, porque Tu sempre estás comigo.’
Amém!

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