Como eu vejo o mundo?

Quando proponho a pergunta “como eu vejo o mundo?” Imediatamente imagino um adolescente respondendo: “com os olhos”. É impressionante como o adolescente tem uma necessidade de dar respostas que ele tem certeza que são definitivas. O adolescente não pensa curiosamente sobre a pergunta proposta, porque não foi ensinado a refletir, a se debruçar sobre uma pergunta, um texto ou sobre um fato de sua vida e assim, avaliar o que foi proposto ou vivido.

Os adultos não respondem como adolescentes, pensam em algumas respostas, mas não as verbalizam, porque vêem o mundo como algo que pode ameaçar a imagem que ele constrói a respeito de si próprio.

A forma como vemos o mundo nos faz agir diferente. O adolescente responde para desafiar quem perguntou e a ainda diverte-se com a reação provocada em quem perguntou; já o adulto não responde, porque teme não ser aprovado por quem perguntou ou ganha tempo elaborando uma resposta que possa livrá-lo da exposição social negativa.

E você, como vê o mundo? Posso dizer que, vivemos no mundo com alguns estímulos bem parecidos, mas não reagimos da mesma forma a eles. O ser humano vê o mundo a partir da sua história passada. Quando somos capazes de ver o mundo a partir da nossa experiência de vida se faz necessário entrar na nossa história e identificar fatos relevantes na nossa família, amigos, estudo, trabalho, do lugar onde nascemos, da cultura em que vivemos, dos encontros que tivemos, valorizando os detalhes, se deliciando com os erros que foram fundamentais no realinhamento da vida, com os acertos conquistados após a retomada, a valorização de uma nova conquista que em pouco tempo já não era relevante.

Quando olhamos para o mundo desta forma, em pouco tempo estaremos entendendo o que valorizamos, o que é para nós essencial e seremos capazes de pensar curiosamente, questionando, avaliando, refletindo, observando os acontecimentos com outro olhar. É muito bom desenvolver o nosso olhar, a nossa forma de ver a partir da nossa história. Como você foi capaz de sofrer, chorar, se empenhar para conseguir o que, hoje, já não é mais importante para você. Como você paralisou sua vida, se julgou, se inferiorizou ou supervalorizou-se por ter conseguido… e, hoje, o que isso representa para você?

Precisamos aprender a dar sentido à nossa existência; a partir da análise da nossa história, criar um juízo ético. Assumir a responsabilidade da nossa existência, deixando de culpar os fatos e as pessoas pelo que acontece na nossa vida e olhando para nós como alguém que quer e pode com responsabilidade ser diferente dos outros mesmo que eles não nos apóiem ou valorizem.

Como você olha para Deus? Avalie o que lhe falaram a respeito de Deus. Avalie como sua família e amigos se relacionam com Deus. Deus, para eles, é amigo, Pai, padrasto, irmão? Ou eles nem falam de Deus, se referem muito a Jesus ou ao Espírito Santo.

Agora, seja curioso, olhe a sua historia… você já teve uma experiência com Deus, Jesus, Espírito Santo? Experiência é experimentar, sentir, tocar, um encontro pessoal. A experiência gera em nós mudança. A experiência com Deus gera mudança no SENTIDO QUE DAMOS A NOSSA VIDA e muda profundamente a forma que vemos o mundo. Quando eu avalio a história de vida, da sociedade em que vivo e a experiência com o Deus Vivo e Todo-Poderoso, muitas coisas irão mudar na minha vida. Faça a experiência: pare; olhe para sua vida; avalie criativamente sua vida; observe mais a si nesse momento. Escreva o que foi lembrando enquanto estava lendo. Enquanto eu escrevia me observei e isso fez toda a diferença.

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