A sexualidade nos dias atuais

A sexualidade humana passou, nos últimos tempos, a ocupar um lugar de destaque, busca e preocupações. Primeiro, de um lado fala-se de uma conquista, que derrubou as muralhas que protegiam a realidade dos olhos e da cobiça. O tabu do sexo já é considerado algo do passado. Quantos complexos e escrúpulos ligados à sexualidade foram eliminados. Chega-se a afirmar em livros que em matéria de sexo não existe o certo e o errado. Ali tudo é permitido. Não haveria mais pecado neste setor da vida. Não pertencemos ao mundo, mas vivemos no mundo e vivendo neste, o músico, como qualquer outro, corre o risco de adaptar-se às impurezas, consideradas normais na sociedade moderna.

Diante da invasão súbita pornográfica e dos incentivos para a prática sexual indiscriminada, começam a surgir, cada vez mais freqüentes: gravidez precoce, crimes passionais (abortos) e atrofia espiritual.

Eliminou-se, sem dúvida, o tabu do sexo. Mas criou-se, em substituição, seu mito.

O ser humano perde a visão de conjunto e elimina pela raiz diversas dimensões de sua vida: sua personalidade é recalcada para o plano do prazer; o conhecimento fica para depois; o amor se esvazia; a fé é abandonada; a religião aparece sem sentido; a amizade é substituída pelo gozo que reduz o outro a si mesmo, como objeto de prazer; a beleza desaparece e a pessoa começa a sentir-se vazia e a vida sem valor. Reduziu todas as suas dimensões ao sexo.

Diante disso, nos dirigimos aos músicos, os quais foram expostos a uma estimulação musical tal, que fez com que sua sensibilidade se desenvolvesse sobremaneira. Com isso, o músico é mais agredido pelos estímulos sexuais e mais propenso a ceder à tentação. Muitos músicos têm caído no sexo, entrando na proposta do mundo, destruindo ministérios e relacionamentos. Entrou na moda do “ficar”.

O CIC (2391), coloca que: ”O amor humano não tolera a “Experiência”. Ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si.”

Três motivos disputam particularmente a primazia na busca do sexo: um subjetivo, outro objetivo e o terceiro, efetivo.

O motivo subjetivo é o prazer. Trata-se de uma tendência e busca tão vigorosas que justifiquem enormes investimentos gastos e toda inundação da pornografia nos mercados, inclusive na Internet. Dá-se-lhe um nome de instinto sexual (libido). Desdobra-se em diversas realizações: uma mais genital e outra mais difusa, na busca do afeto e do carinho; carícias que se estendem pelo corpo todo. As piadas, sobremaneira, são abundantes neste campo, denotam o cômico da situação, bem como a busca refreada e recalcada. O músico, possui muita criatividade para compor, arranjar. Contudo, muitos abrem o leque, criando e declamando piadinhas impuras que não agradam a Deus.

Em Ef 5, 3-14, a palavra de Deus nos exorta da seguinte maneira: ”Fornicação, impureza e avareza não sejam nem assunto de conversa entre vocês, pois isso não convém a cristão. O mesmo se diga a respeito de piadas indecentes, picantes ou maliciosas. São coisas inconvenientes. Em vez disso dêem graças a Deus. Estejam certos de uma coisa: nenhuma pessoa imoral, impura ou avarenta, jamais terá herança no reino de Cristo e de Deus.”

O motivo objetivo refere-se ao exercício do poder. O homem quer ser macho. Isso significa dominar. Sente necessidade de mostrar-se potente, que é, no caso, sinônimo de poderoso. O machismo, no mundo ocidental, tem apaixonados adeptos.

A mulher, por sua vez, se apresenta como sedutora. Põe sua feminilidade, com incontáveis e caríssimos recursos cosméticos, ao serviço da captação e conseqüente sujeição do sexo masculino. Cuidado, mulheres! As vestes foram feitas para revelar o sagrado que há em nós e não a carne. A mulher, por excelência, tem como responsabilidade ser Maria no mundo. Sua maneira de vestir deve se espelhar em Maria e não na moda que o mundo propõe. Muitas cantoras caem na tentação de cantar para Deus se espelhando na moda do mundo. Tais mulheres atraem muitos olhares, não para Deus, mas para seu corpo. Isso acontece em shows, grupos de oração e até mesmo nas missas. Em Mt 5,28 Jesus nos ensina que: ”Todo aquele que olha para uma mulher e deseja possuí-la, já cometeu adultério com ela no coração.”

Quantos homens não adulteram por olhar moças cantando com roupas inconvenientes? Salvar uma alma nos leva para o céu. Assim ser causa de perda talvez nos conduza ao inferno.

Uma das armas em que a mulher tem sido vítima é a sedução. Seu domínio e conquista consistem em derrubar, pelo próprio sexo a arrogância masculina. Por que não competir com ele na moda? Ex. Moda unissex. Calça apertada serve para os dois: para os homens ter problemas com seus órgãos genitais e as mulheres se exibirem.

O motivo efetivo visa ao efeito do ato sexual, que são os filhos. Antigamente, este era o objetivo mais visado: a potência sexual, o domínio e o poder se demonstravam pelo número de filhos. Hoje este motivo está em recesso. A economia se tornou prevalentemente monetária. Dispensa os filhos. O poder deslocou-se para a posse material. Só a classe pobre, onde o fator financeiro não desempenha papel preponderante, se caracteriza por um número maior de filhos.

Músico, faça da sua sexualidade um motivo de dar glória a Deus.

A Palavra de Deus diz: ”Felizes os corações puros, eles verão a Deus.” (Mt 5, 8)

Faça uma opção pela pureza, o Senhor lhe quer feliz! Acredite: como conseqüência, você verá a glória de Deus manifesta em sua vida e em seu ministério.

Eduardo Issa e Rosanildo Queiroz – Comunidade Totus Tuus
FONTE: ”O Músico e a arte de servir à Deus”
comunidadetotustuus@hotmail.com

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