“Um sorriso que parecia santificado”

Definir alguém com estas palavras é muito difícil. Foi exatamente assim que o apresentador Willian Bonner referiu-se a João Paulo II. Isto para o Brasil todo, direto de Roma, durante o Jornal Nacional no dia 02 de abril de 2005.

Espero que estas palavras tenham ficado gravadas no coração de todos aqueles que a ouviram.
João Paulo II foi o papa dos pobres, das crianças, dos mendigos, dos jovens, idosos, abandonados. Os que não tinham nem voz nem ninguém, nele encontravam apoio.

Rezava 7 horas por dia! Percebi que preciso rezar mais.
Gente! O papa do tênis. Foi primeiro Pontífice a usar um tênis durante uma estadia num lugar montanhoso.

O papa disse uma vez: “a televisão, a internet, mudaram minha vida”. Foi idéia do papa que a missa dominical da Basílica de São Pedro fosse transmitida pela Internet.

O papa da Paz!
Realizou tantas viagens enquanto Deus lhe deu forças.
Lutou contra todas as formas de violência contra a vida: aborto, eutanásia, meios anticoncepcionais, e ultimamente sobre a clonagem.

O papa dos jovens.
Conseguia reunir multidões de jovens. Tinha um carisma inexplicável.
Quando passava todos queriam ver, tocar, talvez como aconteceu com Jesus, se ao menos a sua sobra cobrisse a pessoa já seria suficiente.

Recebeu figuras importantes e outras bem humildes. Como na noite em que serviu uma ceia para mendigos de rua e trabalhadores pobres.

O beijo no solo.
Quando chegava a um país ao descer do avião beijava o solo. Fazendo dele sua pátria, seu coração. Enquanto foi possível repetiu este gesto. E quando lhe faltaram as forças, uma pequena vasilha com terra lhe era oferecida para que beijasse a terra.

Rezou com cristãos, e não cristãos, reuniu líderes, rezou pela paz em Assis- Itália, terra de São Francisco, o homem da Paz.

Era um homem de personalidade forte. Renovou o colégio cardinalício.

O papa da família.
Antenado com as questões atuais da família, propôs encontros para debater os temas a ela relacionados.

A humanidade hoje chora a perda de um pai.
Muito se teria a dizer sobre João Paulo II, mas não precisamos esgotar tudo numa página, nem em um dia. Deixemos que ainda durante séculos, talvez milênios, muito se diga do papa da modernidade. Do papa de todas as culturas.

“A bênção João de Deus, o teu povo te abraça”. Temos certeza que já vês a Deus face a face. Intercede pela humanidade e ajuda-nos com a lembrança de teu sorriso a continuar na luta pela paz e pela justiça social.

Na comunhão com todos os santos, roga por nós!
02 de abril de 2005, 15:30, vai ser um divisor da história.

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