Mulher: sexo frágil, graças a Deus!

Qual deveria ser o papel da mulher na família? Por favor, digam para o mundo que o nosso papel é o de ‘sexo frágil’, porém, comprometidas com a nossa função. Quando ouvimos as pessoas falarem que nós mulheres somos um sexo frágil, enlouquecemos, não? E quando dizem que viramos um exército capaz de combater todas as coisas? Sentimo-nos “as poderosas”. Mas há quem diga que, quando o assunto é o ser feminino, a nossa representação deveria ser de alguém com chinelo na mão e um avental todo sujo de ovo. Você concorda?

O comportamento feminino está relacionado à ideia de sexo frágil, que tem sofrido grandes mudanças por conta das consequências da Revolução Industrial. Desde essa época, a mulher tem se posicionado de forma ativa, assumindo funções relevantes nos mais diversos setores da sociedade. Por conta da real velocidade da participação feminina na sociedade, o mundo masculino sentiu necessidade de se reorganizar e se adaptar, tanto para conviver com o universo feminino quanto para competir com ele.

As funções que, até então, só pertenciam aos homens, hoje são assumidas também por mulheres, inclusive a mais bela e significativa das funções: provedora da família. Essas mudanças oportunizaram tantas realizações profissionais, que foram além do sexo frágil. Hoje, a mulher, provavelmente, deve se perguntar: “quem sou eu?”, “onde eu estou?”, “o que estou fazendo com a minha vida?”.

A necessidade de reconhecimento não deveria ter chegado ao universo feminino para encolher ou recolher o universo masculino. Estamos tão aceleradas que o comportamento masculino já não nos acompanha; os homens precisam desenvolver habilidades como adaptação, paciência e sabedoria para permanecer conosco e estar em espaços também conquistados por ele. Chegou o tempo de fazermos uma avaliação das nossas conquistas e, se for benéfico, continuar avançando; mas se for necessário recuar, que recuemos. Assumir a possibilidade de ser o sexo frágil não quer dizer que a mulher precise negar toda revolução que aconteceu em sua história e assumir um comportamento indefeso e submisso. Ao contrário, sexo frágil é a certeza de que só ela pode gestar, parir e amamentar, isto é, assumir a sua sensibilidade, a sua vaidade, inteligência e profissão, além de exercer a função de cuidar, zelar, educar, amar e administrar.

Confira:
:: Mulher, o socorro de Deus para o homem
:: A mulher tem o papel de gerar vida
:: Maria, mulher de aço e de flores

Qualidade intrínseca, adjetivo que independe de uma situação para existir. E é sobre a fragilidade da mulher que estou convidando você a pensar. Provoco-lhe a quebrar uma concepção de que toda mulher é forte ou tem de ser forte. O mundo precisa saber que as mulheres são mulheres. Transformar o frágil em fortaleza requer uma estrutura psicológica para tanto.

Que a mulher olhe para trás e não mergulhe em um mar de culpa, mas sim de responsabilidade e satisfação. As perseguições do passado, as questões socioeconômicas fizeram com que elas saíssem do seu ninho para voar, mas também acabaram terceirizando a realização de seus próprios sonhos: a criação dos seus filhos e os cuidados  com o lar. Portanto, não se observa nenhum interesse por parte de nós mulheres em querer ter força, trabalhar e ser tratada como homem. É preciso rever se estamos protagonizando bem o papel de mulher. “A verdade é que, em 1909, um grupo de mulheres socialistas norte-americanas se reuniu pela igualdade dos direitos civis e criou um dia especial para a mulher, que, naquele ano, foi o dia 28 de fevereiro.

A fixação do dia 8 de março ocorreu depois da 3ª Reunião Internacional Comunista. A data escolhida foi o dia da manifestação das mulheres de São Petersburgo, que reclamaram pelo pão e pelo regresso dos soldados. “Ocupar um lugar ao sol, fortalecer-se no tempo certo, defender a possibilidade de assumir a nossa competência sem precisar viver como cão sem dono. A rua obrigatoriamente não precisaria ser o nosso lugar.

Não estou defendendo um discurso de submissão, mas de uma categoria que precisa ser respeitada e entendida por ter uma estrutura feminina e não masculina. Acho que estamos em uma discussão sobre gêneros. Descrever a nossa atuação na família e na sociedade exige cautela, pois nenhuma reflexão aqui feita poderá ser confundida como uma suposta negação ou não consentimento do crescimento e da evolução da mulher.

Adentrar espaços que chamamos de conquistas e desnudar tantos outros, que dependem da mulher, não pode ser considerado vantagem. Função de pai é de pai, função de mãe é de mãe, função de avó é de avó, e assim por diante. Inverter esses papéis é sinal de fracasso e não de conquista.

A nossa presença em casa, na criação dos filhos e na condução da prática dos valores e dos procedimentos domésticos são tão importantes quanto se tornar presidente do país ou ser uma magistrada de alto escalão. Imagino que o leitor e a leitora estejam se perguntando: aonde a escritora quer chegar? Não é importante o crescimento da mulher nos tempos modernos? De fato, nos tempos modernos, tudo vale a pena para não passar necessidade, mas, no mundo que classificamos como pós-moderno, é preciso cuidado no modelo de vida que estamos construindo e adotando.

Se o crescimento profissional não exigisse maturidade, responsabilidade e competência, tudo estaria ótimo! Mas não é bem assim que a banda toca. O crescimento profissional, na vida das mulheres, tem sido confundido, algumas vezes, por seus próprios parceiros. Alguns já preferem ficar em casa tomando conta dos filhos, ocupando-se dos afazeres domésticos do que lutar contra os leões do mundo capitalista.

E quem tem estado lá guerreando? As mulheres! Só que elas se esquecem de que, no momento em que o seu corpo menstrua, elas estão recebendo o primeiro sinal que o seu organismo não é igual ao dos homens. Depois, são elas que vivem o ritual de perder ou não a virgindade. Então pensam: enquanto meu pai levava o meu irmão para uma casa de prostituição, ele me dizia: “olha aqui, menina, se engravidar tem de casar!”. A diferença é uma verdade e precisa ser respeitada. Ao ver que o homem estava só, Deus evoluiu a criação e apesentou a mulher como sua ajudante. Sabemos que não dá mais para voltar, mas seria prudente que houvesse o equilíbrio.

Compreender o significado de ajudante é estar junto com o homem, resgatar o sentido da família, do casamento, da educação dos filhos, da manutenção da casa sem precisar recuar nas conquistas já consolidadas.

Judinara Bras


Judinara Braz

Administradora de Empresa com Habilitação em Marketing.
Psicóloga especializada em Análise do Comportamento.
Autora do Livro “Sala de Aula, a vida como ela é.”
Diretora Pedagógica da Escola João Paulo I – Feira de Santana (BA).

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.