Cinco dicas para transformar o caos em lar
Existem características dentro de uma mulher que são quase instintivas, ou seja, realidades que para ela são mais fáceis de lidar do que para um homem, por exemplo. De forma concreta, em suma, é o cuidado. Então, é o cuidado consigo mesma, a autoestima; o cuidado e amor pelos filhos e pelo marido, sem deixar de lado o zelo pelo lar.
A construção diária da maternidade e do casamento
É claro que a mulher não nasce pronta para casar, cuidar dos filhos, do marido e do lar. Porém, a construção para essa fase da vida se compara à construção de uma casa. À cada dia, de tijolo em tijolo, com o tempo, finaliza-se a casa. Logo, dia após dia, conforme a mulher vai vivendo a vida, ela adquire novas habilidades e, sobretudo, aprende a amar para fazer o melhor possível quando se depara com as realidades do lar.
A hipervigilância e a intuição feminina
Você já se pegou com muitos pensamentos acelerados e um instinto de sobrevivência de estar atenta a tudo? Fique tranquila! Você não é a única. Isso é uma característica particular das mulheres. Todas têm este instinto observador, que percebe aquilo que é a necessidade do momento, o que é a particularidade de cada realidade.
Isso acontece porque a hipervigilância e a intuição feminina estão profundamente ligadas à evolução biológica, à psicologia social e ao funcionamento do cérebro. Não é uma invenção, mas sim um mecanismo de defesa.
Estudos cerebrais mostram que o cérebro feminino possui alta conectividade entre os dois hemisférios, com a lógica e a intuição se interagindo rapidamente. Saiba que as variações hormonais, com a flutuação de estrogênio e progesterona influenciam diretamente a amígdala, a região do cérebro que processa o medo, a ansiedade e as ameaças.
Enquanto a intuição é o cérebro retendo milhares de pequenos detalhes sem que a pessoa perceba conscientemente, e quando ela percebe, o cérebro já cruzou todas as informações silenciosas e acendeu o sinal de alerta.
Claro que, como tudo na vida, é questão de equilíbrio. É importante ficar atenta às realidades do cotidiano, mas a situação sai da linha tênue quando começa a ficar paranoica. É preciso se policiar.
O viver da providência
Para lidar com todo o caos interior que faz uma mulher constantemente estar em estado de alerta, independentemente da sua realidade, é compreender o que é viver da providência. Algo que talvez, se você acompanha a Canção Nova, já tenha escutado falar.
O Catecismo da Igreja Católica no ponto 302 vai dizer:
“A criação tem a sua bondade e a sua perfeição próprias, mas não saiu totalmente acabada das mãos do Criador. Foi criada «em estado de caminho» («in statu viae») para uma perfeição última ainda a atingir e a que Deus a destinou. Chamamos divina Providência às disposições pelas quais Deus conduz a sua criação em ordem a essa perfeição […]”. (CIC, 302).
Portanto, se fomos criados de forma inacabada, precisamos, constantemente, ser formados por Deus. Ele, com Seu infinito amor e misericórdia, nos dá graça de viver a Divina Providência, que está fundamentada na confiança em um Deus que rege todas as coisas, seja nos momentos bons, ou nos momentos ruins da vida.
A Divina Providência é como uma escada, que, com o objetivo de alcançar a vitória, que é a coroa eterna, busca viver a vida voltada à vontade de Deus. E, assim, vai subindo ou descendo essa escada, conforme as escolhas da vida.
Mas como subir esses degraus? Só existe uma resposta. É preciso amar a sua circunstância e dar a sua vida por ela.

(Bastidores da gravação do quinto episódio da Jornada da Maternidade com Andreza Moreira / Foto: Daniel Xavier, Fotografia Canção Nova).
Organizar a vida em função do dom
Buscar amar a sua circunstância e dar a vida por ela é viver o “organizar a vida em função do Dom”, expressão essa tão comentada no carisma Canção Nova. Como mãe e esposa, esse é o dom que deve rodear a sua vida. Já que, primeiramente, o matrimônio é um sacramento, sua vocação. E a maternidade também é sua vocação, uma graça dada por Deus.
Por isso, mesmo que você se sinta tentada em alguns momentos a querer fugir dessa realidade pela exigência da própria vocação, você é chamada a recomeçar na sua missão de mãe e esposa. É perigoso o prazer maior em trabalhar fora do que dentro do lar.
A palavra “Lar” do latim “lareira”, é aquilo que aquece e traz para perto. Então, quando se trata do lar, não é só o lugar que um conjunto de pessoas moram. É um espaço onde se cultiva memórias, compartilham risos e lágrimas, onde os laços afetivos se fortalecem. Após um dia agitado, é o lugar onde encontramos conforto, entre outros.
Enquanto “casa” é só um lugar físico, o “lar” é construído através das relações que se estabelece com quem se ama. E, na maior parte das vezes, é demonstrado com pequenas ações diárias, conversas, abraços, momentos do ordinário.
Cinco dicas de passos concretos para sua casa se tornar um lar
De que adianta tantas palavras escritas se não se tem uma visão clara do que fazer com o que você acabou de ler? Desse modo, entendendo que você é chamada a amar a sua circunstância, dando sua vida por ela, buscando viver a Divina Providência, e organizar a vida em função do dom de ser mãe e esposa. Acompanhe as 5 dicas para transformar o caos em lar.
1- A consciência
A casa deve estar arrumada para servir a família e não o contrário. Precisa haver um equilíbrio no seu lar. Ele não deve ser uma bagunça, mas que, através da arrumação, os cômodos da casa possam servir melhor a sua família.
2- A mudança
Você é chamada a sair do modo automático e a entrar no modo gerenciamento. Com aquilo que você têm, pare, observe e se pergunte: “O que posso melhorar aqui?” “Isso atende ou não a minha rotina familiar?”. Em muitos casos, uma pequena mudança na disposição dos móveis facilita a dinâmica do seu lar. Mas faço questão de ressaltar: É preciso parar e observar ao seu redor.
3- O protagonismo
Organize junto com o seu esposo o que é prioridade e o que é importante, mas pode esperar. Não seja a mulher que só reclama do que não tem. Seja aquela que luta ao lado do esposo para conquistar as coisas. Saída da posição de quem reclama para quem luta junto.
4- A resiliência
Ao sofrer por aquilo que você não tem, seja sincera e responda: “Eu estou sofrendo por falta de algo, uma necessidade ou é por ganância? Provavelmente, você só está chateada por não ter determinada coisa. Experimente entregar, oferecer isso que lhe falta ao Senhor.
5- A liberdade
Experimente a liberdade de viver dentro das suas possibilidades sem se comparar com a amiga ou a vizinha. Chega de comparações que aprisionam e adoecem com outras mulheres ao seu redor ou das redes sociais. Se necessário, faça a experiência de tirar as redes sociais por um tempo.
Aproveito a oportunidade para convidá-la a acompanhar o quinto episódio da Jornada da Maternidade, que fala justamente sobre esse assunto com maior profundidade, “O zelo com o lar”.
Andreza Moreira, mãe e missionária na Comunidade Canção Nova, é a convidada deste quinto episódio. Para assistir, clique aqui!
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