O programa ‘Luz da Fé’ convida todos os fiéis a mergulhar nos ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica (CIC) para compreender a fundo o sacramento do matrimônio. Com a participação do casal Robson e Janayna Alves, membros da Comunidade Canção Nova, refletimos sobre como o casamento não é apenas uma convenção social, mas um projeto divino estabelecido desde a criação.
A vontade do Criador e a indissolubilidade do sacramento do matrimônio
Segundo o parágrafo 1614 do catecismo, Jesus ensinou, de forma clara e sem ambiguidades, o sentido original da união entre homem e mulher, conforme quis o Criador desde o princípio. Embora Moisés tenha permitido o repúdio em tempos passados devido à “dureza do coração” do povo, a Igreja reafirma a verdade evangélica: a união matrimonial é indissolúvel porque o próprio Deus a ratificou. Como diz a Escritura: “O que Deus uniu, o homem não separe”.
O sacramento do matrimônio como sinal da salvação
Desde o livro do Gênesis, vemos que o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. Ao constituir a família, o casal torna-se um sinal visível do amor de Deus pela humanidade. Essa união é descrita como uma aliança, um pacto de amor incondicional semelhante ao que Deus fez com Seu povo.
O formato da aliança (o anel) remete ao arco-íris de Noé, simbolizando um compromisso que não tem fim. É um amor “ciumento” e fiel, como descrito no profeta Oséias: mesmo diante das infidelidades humanas, Deus permanece fiel, e o casal humano é chamado a revelar essa mesma fidelidade de Cristo por Sua Igreja.
Os esposos como ministros do sacramento do matrimônio
Uma das belezas doutrinárias do matrimônio é o papel dos noivos na celebração. Diferente do Batismo, onde o ministro é o padre, ou da Crisma, onde é o bispo, no sacramento do matrimônio os ministros são os próprios esposos.
São eles que, através do consentimento livre e espontâneo, dão condução à vida matrimonial e fazem o sacramento acontecer no cotidiano.
Assista à série Luz da fé com apresentação de Laércio Teixeira:
.:Luz da fé – todos os episódios
A Igreja doméstica e a célula da sociedade
O matrimônio é considerado a primeira Igreja doméstica. É no seio da família que surgem todas as outras vocações, como o sacerdócio e a vida consagrada. Citando São João Paulo II, o programa recorda que a família é a “célula da sociedade”, aquilo que dá vida, esperança e estrutura à comunidade humana.
Conclusão
O casamento é uma decisão livre de amar e ser fiel até o fim. Para todos os que desejam aprofundar sua fé, o convite é para que estudem o Catecismo da Igreja Católica, pois ele é permeado pela Palavra de Deus e oferece as respostas necessárias para vivermos a santidade em família.
Transcrito e adaptado por Willian Coutinho.





