A visão da Igreja católica sobre o controle de natalidade
Entenda a posição da Igreja católica sobre controle de natalidade, métodos naturais e paternidade responsável.
Os filhos como dom divino e paternidade responsável
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, o filho é considerado um dom extraordinário e uma bênção de Deus. Essa visão fundamenta-se no Salmo 126(127), que descreve os filhos como herança divina. Assim, a Igreja posiciona-se a favor da natalidade no contexto familiar.
A Igreja promove a paternidade responsável, orientando que o casal deve ter todos os filhos que puder criar dignamente. Essa decisão deve considerar as condições físicas, financeiras e a unidade religiosa do lar. Cabe a cada casal, em sua realidade particular, discernir o número de filhos.
Critérios morais e métodos artificiais
O controle da natalidade deve ser exercido de maneira moral, sem impedir a fecundação por meios artificiais. A moral católica baseia-se na lei natural, portanto, o uso de métodos como DIU, preservativos ou pílulas é considerado imoral. Tais recursos interferem na natureza do ato sexual e da concepção.
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A recomendação dos métodos naturais e casos particulares
Para casais que necessitam limitar o número de filhos por razões justas, recomendam-se os métodos naturais, como o Método Billings. Este sistema baseia-se na observação do ciclo biológico da mulher para identificar os períodos férteis e inférteis. Dessa forma, respeita-se a fisiologia humana sem o uso de barreiras químicas ou físicas.
Em situações complexas, como problemas de saúde ou restrições médicas graves, o fiel deve buscar orientação específica. O aconselhamento de um bispo diocesano é indicado para tratar casos particulares que fujam à regra geral. O ensinamento oficial permanece fiel aos documentos e ao Magistério da Igreja sobre a família.
Transcrito e adaptado por Carla Caldas





