Autoconhecimento

Os perigos da autoconfiança excessiva no trabalho

A autoconfiança excessiva no trabalho pode ser uma armadilha para a acomodação

Você se sente seguro com o atual cargo que ocupa? Quando foi a última vez que participou de um curso de atualização na sua área? Teme ser substituído? Caso suas respostas sejam muito otimistas, cuidado! Você pode estar sendo vítima de um excesso de autoconfiança profissional.


Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Em determinadas fases da carreira, alguns profissionais costumam agir como se colocassem o carro na famosa “banguela”, ou seja, acionam o ponto morto e deixam o carro correr livremente, na certeza de que não correrão nenhum risco. A segurança é tanta no motor e no domínio da estrada, que nenhum mal poderá atingir o veículo nem o motorista. Porém, algumas curvas imprevistas podem surgir ao longo do caminho.

Armadilha da autoconfiança

A sensação de estar satisfeito, de ter feito um ótimo trabalho, pode levar o profissional a cair na armadilha da acomodação. A satisfação plena do cumprimento de metas, de ter dado o seu melhor, o fato de não haver obstáculos que o impeça de ser merecedor de grandes conquistas, trazem um falso efeito de término, ou seja, de repouso e estagnação.

A percepção da realidade fica bloqueada no indivíduo, impedindo que enxergue um novo progresso. As pessoas ao seu redor começam a julgá-lo como alguém arrogante e pretensioso, o que atrapalha na convivência e rendimento em grupo. Daí, então, os problemas surgem, ele passa a não obedecer mais ordens, não aceita críticas, acha que o erro é sempre dos outros e não dele, passa a ser menos cauteloso, dando margem para o surgimento de falhas entre outros dissabores.

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Não nascemos prontos nem acabados

É importante que se deseje sempre algo a mais de nós, que sejamos cobrados, para que os nossos potenciais adormecidos renasçam a cada fase profissional. Ficarmos parados, achando que dominamos certos assuntos, é monótono demais, pois não exige esforço nem aperfeiçoamento.

Mário Sérgio Cortella, renomado escritor, define da seguinte maneira: “Não nascemos prontos nem acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito com si mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento”.

Pensamentos positivos são importantes, mas ter uma visão realista é de grande necessidade. Buscar o autoconhecimento é o início de uma evolução sadia e sem ilusões.


Ioná Piva

Atualmente é professora da Faculdade Canção Nova (Jornalismo e Rádio e Televisão). Mestre  em Comunicação Social pela  linha de pesquisa  Inovações Tecnológicas na Comunicação Contemporânea

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