As imagens e a tradição
As normas litúrgicas anteriores ao Concílio Vaticano II impunham a obrigatoriedade de velar as imagens sacras. Poupando apenas a figura de Cristo. Atualmente, essa prática tornou-se facultativa. Assim, permitindo que cada paróquia decida se adere a essa tradição secular com total liberdade. O objetivo dessa ação é direcionar a atenção dos fiéis exclusivamente para a figura de Jesus, o Redentor e Salvador.
O foco no Mistério Pascal
Em um esforço de concisão visual, a Igreja busca evitar distrações para que o mistério da Páscoa ocupe o centro absoluto da meditação cristã. Embora o olhar seja privado das imagens, a Igreja não proíbe a oração do rosário ou a realização de novenas habituais.
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Flexibilidade e tradição na Quaresma
Essa coesão entre o jejum visual e a prece interior visa purificar a percepção do fiel durante o tempo de penitência e oração quaresmal.
Portanto, encontrar um templo onde os santos permanecem expostos não configura um erro litúrgico. Mas uma escolha permitida. A Igreja prioriza agora a essência do período, transformando o que era uma regra rígida em um convite facultativo à reflexão profunda.
Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin





