pressão social

Realmente tenho que namorar ou posso estar sozinho?

Preciso mesmo namorar?

É belíssimo o encontro, o relacionamento afetivo, o conhecimento, a possibilidade de ser melhor, porque encontramos uma pessoa para namorar. Aliás, nunca saímos os mesmos, seja lá que relacionamento for!

Então, estar só…

Realmente tenho que namorar ou posso estar sozinho?

Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Pode ser monstruoso ver-se sozinho, como também pode ser um bom momento para estar com si mesmo, e mais ainda, estar com os outros que, muitas vezes, não percebemos e com Deus. Muitos, à espera de alguém para namorar, perdem a oportunidade de colher do tempo da “solidão” o valor do momento. A carência afetiva, uma imagem distorcida de si mesmo, sentimentos, visão das pessoas e do mundo podem dificultar à pessoa ver a possibilidade de amar e ser amada.

A situação ainda pode se tornar mais complexa se a pessoa não sabe o que é e o que deseja construir. Perdida, sem direção, sem sentido, é uma vítima da vida e não se coloca em ação, caindo em um vazio existencial, pois a sua vida está toda pautada na possibilidade de ter alguém. O namorado se tornou ou pode se tornar na “cabeça” da pessoa a solução da sua carência; o que, na verdade, é uma mentira, visto que, mais cedo ou mais tarde, mesmo com alguém do lado, muitos se sentem sozinhos.

Resta-nos, então, ficarmos parado, olhando o tempo passar, e ainda reclamando da vida a oportunidade de viver? Tudo isso, com certeza, é muito complicado para aquele ou aquela que se vê sem alguém, principalmente se está vivendo ou se percebendo com todas as características descritas acima. O mais importante é pensar que se o namoro é um tempo que deve ser vivido da melhor forma possível para que o casamento seja consequência deste tempo e se possam colher os frutos deste primeiro encontro, então, nada como viver intensamente o tempo de não namorar, pois é neste período que experimentamos mais intensamente as amizades, os sorrisos, os projetos, a profissão.

Tudo isso pode trazer a oportunidade de um namoro realmente maduro

O que é um namoro maduro? É um namoro em que as pessoas são maduras, ou seja, já se percebem definidas, podem constatar seus sonhos, podem se conhecer melhor e estar abertas ao conhecimento do outro. Portanto, são dois caminhos. Primeiro: a pessoa para neste tempo, estando só e deixa-se envolver no sofrimento a ponto de não ver outra possibilidade, ou então escolhe fazer deste momento o melhor para a sua vida, encontrando-se com ela mesma e realizando o mais importante: propor-se a amar mais do que ser amada.

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Existem tantos para serem amados! Os namoros assim serão uma belíssima e profunda consequência de um tempo profundo de encontro consigo mesmo e com os outros.

Ilusão? Não. Opção. Você pode ser melhor hoje. Não pare nos limites que, muitas vezes, a vida lhe impõe.


Diácono João Carlos e Maria Luiza

João Carlos Medeiros é membro do segundo elo Comunidade Canção Nova. Psicólogo clínico e familiar, Medeiros também é logoterapeuta, sexólogo e mestre em sexologia humana. Casado com Maria Luiza da Silva Medeiros que também é membro do segundo elo Comunidade Canção Nova, é psicóloga clínica e familiar. Ela é pós-graduada em psicoterapias cognitivas e em neuropsicologia.

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